02 de Agosto de 2017

Uma Prova de Amor – Opinião sobre o livro

Comprei o livro Uma Prova de Amor há bastante tempo, arrisco dizer que foi na Bienal do Rio de 2013. Mas por algum motivo, fui passando outros na frente. Enquanto arrumava a minha estante, peguei esse romance e decidi que tinha chegado a hora de ler essa história. Não fazia ideia ou pelo menos não me lembrava que o livro tinha como um dos temas principais a maternidade. Coincidência do momento, não é mesmo?

Mesmo tendo 400 páginas, li o livro em uma semana. A leitura é bem rápida e fácil, mas passou bem longe de ser o romance da Emily Giffin que eu mais gostei. Acho que esse entra como último na lista.

Os personagens até são interessantes, legais, torcemos pelo casal protagonista, mas eu achei um pouco forçada – talvez, por estar vivendo essa fase e ter um novo olhar sobre esse assunto – a maneira que a maternidade foi abordada na história.

A protagonista começa o livro dizendo que nunca quis ter filho e que essa é uma das coisas que ela sempre falava logo no primeiro encontro com os caras que saía. Quando finalmente encontrou alguém especial e que pensava exatamente como ela, acreditou ter encontrado sua alma gêmea. O problema é que com o tempo, depois de alguns anos de relacionamento e do casamento, o marido dela mudou de ideia e passou a sentir vontade de ter um filho. É aí que o enredo se desenrola e –  na minha opinião – se enrola.

Acredito que todas as mulheres são livres para decidirem o que querem para si. Não acho que gravidez deva ser encarada como uma obrigação, como algo que todas devem viver um dia ou algo do tipo. Acho que cada pessoa deve saber se quer ou não viver esse momento e se quer ter essa responsabilidade pelo restante da vida.

Mas o problema é que no livro, a protagonista que antes tinha tanta certeza sobre não querer nunca um filho, passa a pensar nessa possibilidade apenas para não perder o homem que ama. Sei lá, sabe? Eu acho que essa mensagem pode acabar passando tanta coisa errada… Até mesmo o título do livro “Uma Prova de Amor” vem da ideia de que ela é capaz de passar por cima de uma vontade que não tem para agradar a pessoa que ela ama.

Não acho que ter um filho seja uma prova de amor para outra pessoa. A maternidade deve ser encarada com responsabilidade para que não sejam colocadas no mundo crianças que serão objeto de frustração, arrependimento ou o qualquer coisa do tipo.

Por esse motivo, Um Prova de Amor foi uma leitura fácil, mas não apaixonante. As 400 páginas praticamente giram em torno desse assunto. Não é uma história tão legal quantas as outras da autora. Mas também não é uma leitura ruim. É aquele livro que você termina e esquece. Foi apenas entretenimento enquanto estava aberto, mas nem mesmo me fez suspirar.



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13 de Julho de 2017

Agora que sou mãe – O que eu achei do livro da Flávia Calina

Acompanho a Flávia Calina desde que um conhecido me apresentou o canal dela, dizendo que provavelmente eu adoraria a série que ela estava começando a fazer “30 antes dos 30”. Eu realmente adorei e passei a assistir com mais frequência os vídeos que ela fazia. Durante a gravidez e depois que se tornou mãe, fiquei encantada com o jeito delicado e com o método de educação que ela resolveu utilizar com a primeira filha. Ainda nem pensava em ficar grávida, mas procurava aprender – não só com ela, mas também em outros sites e artigos – sobre o tema montessoriano. Passei a ter certeza que quando engravidasse, seguiria aquele método de educação e aprendizagem com o meu baby. E logo que engravidei, a Flávia acabou lançando o seu primeiro  livro “Agora que sou mãe”. É claro que eu decidi ler.

“Agora que sou mãe” não é um livro feito apenas para quem acompanha o canal da Flávia Calina no Youtube ou para quem deseja utilizar o método montessoriano na educação dos filhos . Acredito que seja uma boa leitura para todas as futuras e já mamães. Pelo menos para mim, ler relatos de outras grávidas é um alento em todos os meus momentos de dúvidas, medos e ansiedade. Sendo assim, acho que um livro escrito por uma mãe sobre gravidez e criação dos filhos, é uma espécie de companheiro para todas as outras que também estão vivendo esse momento.

Existem diversos livros – e eu já tenho vários deles – escritos por especialistas. São os mais variados temas: todas as fases da gravidez, amamentação, parto, educação e por aí vai… Mas acho que livros escritos sem a pretensão de dizer o que é certo ou errado, mas escrito por alguém que realmente viveu e vive esse momento… São ainda mais deliciosos e tranquilizadores. Risos!

Gostei muito do jeito que a Flávia desenvolveu o “Agora que Sou Mãe”, pois ela não toma as escolhas dela como verdades universais. Ela conta tudo o que viveu e vive, as escolhas que fez, o resultado de toda aquela experiência e diz como tudo funcionou e funciona para ela. É um compartilhar de vivência. Nada de julgamento ou certo e errado.

Essas foram as coisas que mais fizeram com que eu amasse a leitura. A Flávia tomou muito cuidado para não ser uma “especialista” no assunto maternidade. Na verdade, ela escreveu como uma amiga compartilharia com outra amiga suas experiências como mãe. E isso foi muito legal.

Muitas dúvidas que eu tinha, a Flávia abordou no livro também como dúvidas que viveu e ainda vive, mas contou também como procura lidar com todas elas. Adorei ler tudo isso, pois serviu como inspiração e também para perceber que não sou e nem serei a única a passar por todas essas coisas. Também é ótimo para ver que não existe mãe perfeita. Todo mundo erra, acerta e erra de novo. Por melhores que sejam as suas intenções, não dá para fazer tudo certo o tempo inteiro. A Flávia divide tudo isso com a gente.

“Agora que sou mãe” é uma leitura bem leve, fácil e rápida. É uma delícia para quem está vivendo esse mundo da maternidade e também é ótimo para perceber que não estamos sozinhas com os nossos conflitos internos. Acho que toda mãe passa por isso e mais do que ler especialistas, é maravilhoso ler histórias de quem vive na prática todos os desafios dessa grande e maravilhosa responsabilidade que é ser mãe.

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