23 de Abril de 2017

7 motivos para você nunca namorar uma escritora

Hoje eu vou te dar 7 motivos para nunca namorar uma escritora. Mas se mesmo depois disso tudo, você ainda quiser arriscar… A escolha é toda sua.

1 – Você vai virar um personagem

Não importa o tempo que passaram juntos. Você provavelmente irá parar em alguma crônica, conto ou livro. Pode vir a ser um protagonista, um coadjuvante, vilão ou até mesmo uma vítima. Mas em algum momento, você descobrirá um personagem com a sua cara, seu jeito e suas manias. Pode apostar.

2 – Você pode virar um livro

Nem sempre apenas um personagem… Se você decidir namorar uma escritora, pode ser fonte de inspiração para que ela escreva um livro inteiro com a história que vocês viveram ou vivem. Não importa se foi uma história de 10 anos, de uma vida inteira ou de uma semana, se ela achar que dá um livro, dá um livro. Prepare-se.

3 – Ela AMA detalhes, conte direito a sua história

Se você resolver contar para ela alguma coisa que ouviu ou que aconteceu com você, não esqueça dos detalhes. Uma escritora não se contenta com uma história meia boca. Ela vai querer saber tudo o que foi dito, como foi dito e a reação das pessoas. Não adianta vir com um “Estava tendo uma briga na esquina”. Ela vai querer saber como eram as pessoas que estavam brigando, o motivo e como tudo se resolveu. Mesmo que você tenha passado correndo pelo local e não saiba de mais nada, ela vai querer mais informações.

4 – Ela vai suspirar por outros bem na sua frente… Não fique com ciúmes

Mesmo que você esteja ao lado dela, se ela estiver escrevendo uma história, ela vai suspirar enquanto escreve uma cena de romance. Se você namorar uma escritora de romances, ela vai ter mil e um amores literários. Não sinta ciúmes. Para uma história ficar realmente boa, a primeira pessoa que precisa se apaixonar pelo protagonista é a própria escritora. Se ela não suspirar de amores por ele, é porque está faltando alguma coisa.

5 – Esteja pronto para ouvir a qualquer momento

Pode ser no meio do trabalho, da madrugada ou do jogo de futebol do seu time. Se ela achar que precisa de uma opinião, ela vai dizer “Posso ler um negócio rapidinho para você?”, sem nem mesmo te dar tempo de dizer sim ou não. Escute, avalie e dê uma opinião sincera. Com certeza você será sempre o primeiro leitor de todos os trabalhos dela.

6 – Não interrompa!

Por mais que ela faça isso com o seu futebol, um programa de televisão ou qualquer outra coisa… Quando ela estiver escrevendo, não interrompa. A inspiração é algo muito sério. Se você falar alguma coisa nesse momento, mesmo que seja algo que você tem certeza que ela vai amar, corre o risco de receber de volta um olhar furioso. É sério. Interromper uma linha de pensamento é um ato gravíssimo e ela vai ficar bem brava com você.

7 – Entenda que o mundo literário vive no mundo real

Ela vai falar com você sobre os personagens que está escrevendo como se eles fossem de verdade. Durante uma viagem, um passeio… Ela vai falar que o fulano de tal amaria conhecer aquele lugar. E o que será que a fulana pensaria se aquilo acontecesse com ela? No início você vai ficar confuso, mas aos poucos você vai perceber que isso é perfeitamente “normal”. Enquanto está criando um novo livro, a cabeça dela funciona no meio a meio. Metade na realidade, metade na ficção e é claro que os dois mundos se encontrarão frequentemente nesse período.

 

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Namorar uma escritora não é para qualquer um. Mas quem encontra uma escritora para chamar de sua vai descobrir um mundo muito mais colorido do que aquele que conheceu até então. Escritoras vêem poesia em quase tudo… Amam diálogos, conversas, passeios, tudo que possa inspirar mais e mais seus próximos trabalhos.

Namorar uma escritora é trazer mais magia para a sua vida.



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21 de Março de 2017

Que livro eu vou ler?

Quem nunca se perguntou – Que livro eu vou ler? E nesse momento, um mundo de coisas passa pela nossa cabeça. Normalmente as escolham começam pelo conhecido: autor, tema, gênero, indicação… E muitas vezes pesquisas e mais pesquisas são feitas antes de iniciar a leitura.

Peguei na minha estante um livro que comprei há mais de três anos e ainda não tinha começado – nesses momentos é delicioso ser a Becky Bloom dos livros, pois a minha casa é quase como uma livraria. Estantes e mais estantes de livros não lidos. Comecei a leitura e logo me apaixonei. Mas também fiquei pensando em algumas coisas.

Muitas vezes, quando alguém se faz essa pergunta sobre “Que livro eu vou ler?” e começa a fazer tudo aquilo que eu disse lá em cima, ela acaba deixando de lado muitos e muitos livros que poderiam ser maravilhosos.

Sabe por quê?

Eu, por exemplo, tenho muito cuidado ao falar sobre “um livro ruim”. Na verdade, quando não gosto de uma leitura, prefiro nem comentar sobre ela. Não é por pena do autor, por não querer ficar mal com outro colega de trabalho, nem por nada disso. O que acontece é que eu acredito que a minha verdade pode não ser a mesma de tantas outras pessoas. E o que eu achei ruim em um livro, pode ser a parte favorita de outro alguém. Dizer que um livro é péssimo pode fazer com que outras pessoas desistam de ler, quando na verdade poderia ser a melhor leitura do mundo para elas.

Outra coisa que eu também fiquei pensando sobre “Que livro vou ler?”

ADORO perceber como a literatura nacional está crescendo, ganhando cada vez mais espaço e leitores. Mas por diversas vezes eu já li pelas redes sociais vários autores dizendo que a galera precisa ler apenas autores nacionais, pois só assim vamos chegar mais longe e que os estrangeiros não precisam desse “apoio”, pois já conquistaram o lugar ao sol. Bom, sinceramente eu acho que nenhum tipo de radicalismo é saudável. Nem mesmo no caso da literatura.

Mais uma vez, voltando ao livro que estou lendo nesse momento, acho mágico poder ler sobre um lugar completamente diferente do que eu conheço, com uma cultura totalmente diferente da minha. Também estou amando observar o jeito de escrever da autora, que é tão diferente do meu e de tantos outros que estou acostumada a ler.

Acho que o mais legal é a gente procurar diversificar. Ler um pouco de tudo, de todas as nacionalidades, dos mais diferentes autores, com as mais diversas idades. Cada um tem um jeito próprio de contar uma história e isso é o que mais me encanta. Amo ler os nacionais e reconhecer paisagens, nomes, histórias… Mas também amo arrumar a mala e viajar para vários lugares desse planeta – tanto os reais, quanto aqueles que foram criado pela cabeça de um autor.

O perigo de procurar opiniões quando você se pergunta – Que livro eu vou ler?

Pensando mais uma vez no livro que estou lendo – não vou contar o título. Quando terminar de ler, vou falar sobre ele por aqui! Amo deixar vocês curiosos! -, se eu tivesse buscado opiniões sobre ele na internet, nem mesmo teria comprado. Além de ter pouquíssimas resenhas, a maioria não elogia muito a história. Só que eu estou AMANDO!!

Realmente é um jeito bem diferente de escrever, mas ao mesmo tempo bem parecido com o da minha autora favorita – Rosamunde Pilcher. Isso faz com que eu quase possa matar um pouco da saudade que sinto dela. Como é diferente do que estamos acostumados, muitas pessoas acabam dizendo que não gostaram da enrolação da escritora. Que a história tinha que ter ido direto ao ponto principal. Quando na verdade, para mim, esse é todo o charme do livro.

Quando pensar “Que livro eu vou ler”…

Escolha aquele que chamar a sua atenção naquele instante. Não pense muito antes de começar uma nova leitura, não busque tantas opiniões e nem acredite que a sua será igual a de todas as outras pessoas. Você pode, sim, escolher um livro pela capa, pela sinopse, pelo título, pela nacionalidade ou por qualquer coisa que seja.

Leia sempre, busque os mais diversos tipos de leitura. Assim, você vai ter um olhar cada vez mais fora da caixa, vai ter um olhar diferente da maioria das pessoas e vai ganhar cada vez mais cultura. Ler é uma maneira de viajar, gastando bemmmmmmm menos!

Que livro eu vou ler? Não importa! Apenas leia!



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