21 de Março de 2017

Que livro eu vou ler?

Quem nunca se perguntou – Que livro eu vou ler? E nesse momento, um mundo de coisas passa pela nossa cabeça. Normalmente as escolham começam pelo conhecido: autor, tema, gênero, indicação… E muitas vezes pesquisas e mais pesquisas são feitas antes de iniciar a leitura.

Peguei na minha estante um livro que comprei há mais de três anos e ainda não tinha começado – nesses momentos é delicioso ser a Becky Bloom dos livros, pois a minha casa é quase como uma livraria. Estantes e mais estantes de livros não lidos. Comecei a leitura e logo me apaixonei. Mas também fiquei pensando em algumas coisas.

Muitas vezes, quando alguém se faz essa pergunta sobre “Que livro eu vou ler?” e começa a fazer tudo aquilo que eu disse lá em cima, ela acaba deixando de lado muitos e muitos livros que poderiam ser maravilhosos.

Sabe por quê?

Eu, por exemplo, tenho muito cuidado ao falar sobre “um livro ruim”. Na verdade, quando não gosto de uma leitura, prefiro nem comentar sobre ela. Não é por pena do autor, por não querer ficar mal com outro colega de trabalho, nem por nada disso. O que acontece é que eu acredito que a minha verdade pode não ser a mesma de tantas outras pessoas. E o que eu achei ruim em um livro, pode ser a parte favorita de outro alguém. Dizer que um livro é péssimo pode fazer com que outras pessoas desistam de ler, quando na verdade poderia ser a melhor leitura do mundo para elas.

Outra coisa que eu também fiquei pensando sobre “Que livro vou ler?”

ADORO perceber como a literatura nacional está crescendo, ganhando cada vez mais espaço e leitores. Mas por diversas vezes eu já li pelas redes sociais vários autores dizendo que a galera precisa ler apenas autores nacionais, pois só assim vamos chegar mais longe e que os estrangeiros não precisam desse “apoio”, pois já conquistaram o lugar ao sol. Bom, sinceramente eu acho que nenhum tipo de radicalismo é saudável. Nem mesmo no caso da literatura.

Mais uma vez, voltando ao livro que estou lendo nesse momento, acho mágico poder ler sobre um lugar completamente diferente do que eu conheço, com uma cultura totalmente diferente da minha. Também estou amando observar o jeito de escrever da autora, que é tão diferente do meu e de tantos outros que estou acostumada a ler.

Acho que o mais legal é a gente procurar diversificar. Ler um pouco de tudo, de todas as nacionalidades, dos mais diferentes autores, com as mais diversas idades. Cada um tem um jeito próprio de contar uma história e isso é o que mais me encanta. Amo ler os nacionais e reconhecer paisagens, nomes, histórias… Mas também amo arrumar a mala e viajar para vários lugares desse planeta – tanto os reais, quanto aqueles que foram criado pela cabeça de um autor.

O perigo de procurar opiniões quando você se pergunta – Que livro eu vou ler?

Pensando mais uma vez no livro que estou lendo – não vou contar o título. Quando terminar de ler, vou falar sobre ele por aqui! Amo deixar vocês curiosos! -, se eu tivesse buscado opiniões sobre ele na internet, nem mesmo teria comprado. Além de ter pouquíssimas resenhas, a maioria não elogia muito a história. Só que eu estou AMANDO!!

Realmente é um jeito bem diferente de escrever, mas ao mesmo tempo bem parecido com o da minha autora favorita – Rosamunde Pilcher. Isso faz com que eu quase possa matar um pouco da saudade que sinto dela. Como é diferente do que estamos acostumados, muitas pessoas acabam dizendo que não gostaram da enrolação da escritora. Que a história tinha que ter ido direto ao ponto principal. Quando na verdade, para mim, esse é todo o charme do livro.

Quando pensar “Que livro eu vou ler”…

Escolha aquele que chamar a sua atenção naquele instante. Não pense muito antes de começar uma nova leitura, não busque tantas opiniões e nem acredite que a sua será igual a de todas as outras pessoas. Você pode, sim, escolher um livro pela capa, pela sinopse, pelo título, pela nacionalidade ou por qualquer coisa que seja.

Leia sempre, busque os mais diversos tipos de leitura. Assim, você vai ter um olhar cada vez mais fora da caixa, vai ter um olhar diferente da maioria das pessoas e vai ganhar cada vez mais cultura. Ler é uma maneira de viajar, gastando bemmmmmmm menos!

Que livro eu vou ler? Não importa! Apenas leia!



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08 de Março de 2017

A lista de Brett – Livro encantador

Outro dia a Amazon estava com uma promoção maravilhosa de e-books e é claro que eu resolvi aproveitar. Comprei quase dez livros – que eu não sei quando vou conseguir ler esses e os outros quase cem que esperam pela minha leitura desde outras promoções e bienais – e um deles foi A Lista de Brett. O livro estava por cinco reais e eu sabia que alguma amiga tinha lido e comentado que tinha gostado. Como resistir?

Confesso que esperava algo mais bobo, um romance bem água com açúcar, mas não foi (só) o que encontrei. É claro que tem essa parte – que a gente AMA!!! -, mas não é o foco principal do livro. A Lista de Brett é doce e carregado de valores. Também é aquele tipo de história que pode dar uma espécie de estalo em nossas vidas, sabe?

A mãe de Brett sabia que estava morrendo e resolveu deixar com o advogado do testamento uma lista de metas que sua filha tinha escrito quando era adolescente. Brett só poderia tirar a sua parte da herança depois que cumprisse aquela lista.

A protagonista não queria acreditar que a mãe tinha feito aquilo com ela.

Afinal, quem com 34 anos continua com as mesmas metas de quando tinha 14? 

É exatamente nesse momento que sentimos o estalo (pelo menos eu senti o meu!!). Tentei pensar na Fernanda de 14 anos. Quais eram os meus sonhos? O que eu queria para a minha vida? Como me imaginava no futuro?

Muitas vezes abrimos mão dos nossos sonhos e planos simplesmente por uma pressão social, por outras pessoas, por um bom salário e não exatamente por não gostarmos mais daquilo que sonhamos um dia.

Quando vamos envelhecendo, passamos a dar valor a coisas que eram totalmente sem importância no passado. O status social, o bom posicionamento profissional – mesmo que seja em algo que você não é tão apaixonado – o ter ao invés do ser, são coisas que vão dominando a nossa vida adulta e afastando as metas de quando a gente acreditava que poderíamos ser o que a gente quisesse.

A Lista de Brett é um daqueles livros que são fofos, passam uma mensagem bacana e deixam a gente com saudades dos personagens. Não anotei nenhum trecho, mas guardei duas partes  no meu coração.

Na primeira, Brett precisava vencer um de seus medos, para que pudesse cumprir um dos seus sonhos do passado. E na carta que a mãe dela escreveu para que o advogado entregasse quando ela cumprisse aquela meta, a mãe já sabia que ela ia falhar e ela disse: não tem problema você não ser perfeita, você não deve deixar de fazer nada por medo de errar. Isso pode acontecer com todo mundo e acontece o tempo inteiro.

Fiquei pensando em quantas coisas eu já deixei de fazer por puro medo de falhar. <3 Não disse que o livro foi um estalo para mim?

E a outra parte que vou guardar para sempre, foi quando em uma das cartas da mãe de Brett ela disse que os pais não devem “criar filhos”, devem “criar adultos”. E que ao invés de criar crianças para que elas sejam fortes, que os pais devem criar crianças para que sejam gentis.

Não é demais?

Confesso que a grande “surpresa” do livro – é claro que não vou falar qual é – não me surpreendeu. Já imaginei o que aconteceria desde o início, mas não sei se o mesmo aconteceu com todo mundo. E de maneira alguma isso estraga o final.

Enfim, A Lista de Brett é um livro doce, levinho, delicioso e que faz a gente pensar. Fica a dica para quem ainda não leu. Se você já tiver lido, não deixe de me contar o que achou.



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