22 de Junho de 2017

Diário da Gravidez – Como é estar grávida?

Muitos amigos e familiares se surpreenderam quando contamos que estávamos grávidos. Toda essa surpresa aconteceu, pois de uns tempos para cá eu desconversava quando vinha a pergunta – quando você vai engravidar? – e cheguei até mesmo a dar algumas respostas atravessadas depois de um tempo. Acho muito chata a invasão das pessoas nas decisões e escolhas de um casal. Parece que bastou você casar para que a cobrança comece a acontecer.

Esperamos o nosso tempo. Foram quatro anos construindo uma base sólida na nossa vida a dois, na nossa casinha. E quando achamos que tinha chegado a hora, não contamos para ninguém – nem para a minha mãe. Era uma coisa nossa e só nossa. Como, sinceramente, eu acho que tem que ser.

Durante esse tempo eu fui lendo muito sobre gravidez, educação e por aí vai… Queria muito saber o que esperar – mesmo que tudo possa acontecer diferente. Mas queria ter direito a ter escolhas, pois é só você falar que está grávida e que quer isso ou aquilo para que milhões de pessoas deem palpites sobre as suas decisões. Então, queria ter as minhas certezas para não ir na onda de ninguém.

A gravidez desperta um milhão de sentimentos na gente. Ao mesmo tempo que ficamos mais sentimentais, sensíveis… Também nos tornamos mais fortes, mais seguras. Um mundo de amor nos preenche a cada dia, medos passam pelos nossos pensamentos, sonhos repousam nos nossos corações.

E no meio de tudo isso, você ainda  precisa lidar com o outro. Por isso é tão importante ter as suas certezas, para não se deixar levar pelo que o outro vai vir falar para você. “Você é louca? Parto normal? Hoje a medicina é tão avançada, pode ter o seu bebê em menos de dez minutos… Sentir dor para quê?”. É claro que uma mãe pode optar pela cesariana sem ser melhor ou pior do que a que escolheu o parto normal. Mas por que é tão difícil para tantas pessoas entenderem que essa é uma escolha individual? Cada mãe sabe o que é melhor para si.

Estar grávida é sonhar com a carinha do seu neném todos dias. Imaginar se vai puxar a mãe ou o pai. Ficar pensando de que maneira ela vai ser parecida com você e quais características vai herdar do papai. É idealizar o quartinho, sonhar com os livros que vai ler para ela, com a personalidade que ela vai ter, com as coisas que ela vai amar e detestar…

Como diria Roberto Carlos… São tantas emoções!

Estar grávida também é se sentir mais paparicada pelos amigos e pela família. Não enfrentar muitas filas, pois toda grávida tem prioridade em restaurantes, bancos e lotéricas. É sentir vontade de ficar parada na frente do espelho 24 h por dia, para tentar descobrir como a barriga cresce de uma hora para outra. É se achar mais bonita, mesmo sem brinco, maquiagem ou uma roupa arrumada (não me importei com nada disso quando tirei a foto da minha barriga nessa semana, mesmo sabendo que colocaria ela por aqui).

Estar grávida é se apaixonar pela barriga que cresce a cada dia. É amar ir ao médico e fazer os exames, mesmo sofrendo da síndrome do jaleco branco (passei a vida com medo de médico! kkkkkkkkk… só de chegar no consultório, minha pressão aumentava e só ficava normal, depois de muita conversa…). É rezar todos os dias para que tudo siga em paz, com saúde e dando certo. É mudar a alimentação, desejar uma vida mais saudável, ter as prioridades e paixões completamente  modificadas. E tudo isso com muito prazer e amor.




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14 de Maio de 2017

Já era amor antes de ser – Estamos Grávidos!!

Ainda acho que estou vivendo um sonho. Em 1998, repeti de ano em uma escola pequena de São Francisco, Niterói. Eu e minha melhor amiga fomos com nossas mães em todas as escolas de Niterói para decidir qual seria a melhor opção para o ano seguinte. Dependência era ideia importante – acho que a principal. Mas por algum motivo, acabamos indo parar em uma das escolas mais tradicionais de Niterói – o São Vicente. Sim, repetimos mesmo de ano e não fizemos a tal dependência para seguir o ano certinho.

Em julho de 1999, o São Vicente fez uma excursão para Ouro Preto e – por um milagre!! – minha mãe deixou que eu fosse. No primeiro dia, no primeiro hotel, conheci um menino de cabelo liso, magrinho, olhos escuros, mas que por algum motivo chamou a minha atenção. Nos outros sete dias, lá estava eu em quase todos os lugares que ele estava e lá estava ele em todos os lugares que eu estava. Ele era tímido, quase não conversamos, mas aquela presença por perto parecia bastar.

Já de volta, na nossa escola, a atração não diminuiu. Cresceu! Depois de mais uma semana… O nosso primeiro beijo! Até aquele momento, nunca tinha experimentado nada parecido com aquilo. Não era só o melhor beijo do mundo, era um abraço que eu queria estar aninhada para sempre.

Depois daquele beijo veio o namoro, viagens, descobertas, mais beijos, uma vontade enorme de ficar juntos, sempre juntos. Construímos sonhos, construímos um amor que era tão grande, que era difícil explicar. Mas éramos tão novinhos… O que poderíamos saber sobre o amor se a gente não tinha tido tempo de viver quase nada daquilo antes de nos conhecermos?

Depois de quatro anos de sonhos e histórias, acabamos decidindo terminar o namoro enquanto ainda gostávamos muito um do outro. Cada um estava começando uma vida nova, novas escolhas, faculdades diferentes… Decidimos que era melhor deixar o amor viver, do que acabar deixando que a insegurança do novo estragasse tudo. Aquela foi uma das decisões mais difíceis de toda a nossa vida. Mas decidimos que não queríamos estragar aquela história que tinha sido escrita até aquele momento com tanto carinho.

Em 2003 cada um foi viver a sua vida. Novas experiências, descobertas e até mesmo novos amores… E os anos passaram sem que a gente nem mesmo soubesse um do outro.

Mas quando tem que ser, não tem jeito. Bastou a gente se reencontrar uma vez para que uma coisa diferente acendesse no nosso coração. Foi só olhar naqueles olhos escuros mais uma vez para que eu sentisse todo o meu corpo tremer. Bastou um sorriso para que eu tivesse a certeza que nenhum outro lugar era tão meu quanto aquele abraço.

E aí, em 2008 a gente voltou “a se conhecer”. Começamos a sair, ainda sem entender direito o que era tudo aquilo que sentíamos. Será que era apenas uma saudade do que já tínhamos sido um dia? Ou era também uma vontade bem grande de ser tudo aquilo de novo?

Em 2009 veio mais uma vez o namoro, em 2011 o noivado e em 2013 o casamento. A cada passo eu olhava para trás e pensava – Como tudo isso pode estar acontecendo? Isso só acontece nos filmes e nos livros que eu amo. Então é mesmo verdade que essas histórias podem acontecer fora da ficção? E lá estava mais uma vez Vinicius me mostrando que sim. Que a nossa história era mesmo de verdade e que mesmo depois de viver muitas coisas separados, vimos que nada era tão bom quanto estarmos juntos.

Hoje, é o dia das mães mais mágico do mundo. Hoje, batem dois corações dentro de mim completamente apaixonados pelo Vi. Hoje, tenho um pedacinho de nós dois na minha barriga. Hoje, sou a pessoa mais completa do mundo inteiro. Hoje, me sinto como a protagonista da história mais linda que alguém já escreveu. Hoje, somos quatro – Eu, Vinicius, Valentina e o nosso baby! É a história de amor mais linda que eu poderia viver. Ainda olho para ele e me sinto apaixonada como em 1999. Sinto uma gratidão enorme por tudo o que passamos e ainda vamos passar. É uma coisa tão grande, que não cabe dentro de mim. A nossa sementinha é o resultado de todos esses quase vinte anos que construímos até aqui. Que Papai do Céu nos dê MUITA saúde, que permita que o nosso baby venha também com muita saúde e que cresça percebendo em casa quanto amor a gente tem aqui. <3

Olho para trás e fico pensando em como cada detalhe foi escrito com perfeição. Sou grata por ter repetido aquele ano, por ter escolhido aquela escola, por ter ido para aquela excursão. Até mesmo de algo ruim – afinal, quem pode achar que repetir o ano na escola é algo bom? – pode vir a melhor coisa da sua vida.

Já era amor antes de ser…



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