31 de Março de 2017

Por que sentimos medo?

Vivo conversando com a minha melhor amiga Natalinha sobre medo. Por que sentimos medo? Esse também foi um dos grandes motivos para que eu procurasse uma psicóloga. Eu queria falar sobre os meus medos e também entender da onde eles surgem e por que muitas vezes viram fantasmas nas nossas cabeças.

Nas nossas conversas diárias, Natalinha e eu dividimos nossas angústias que, por muita sorte, são bem diferentes. Dessa maneira, conseguimos uma acalmar a outra, pois nossos medos não são das mesmas coisas – apenas o de avião é igual.

Fico pensando muito sobre isso. Odeio ter medo! Mas não é tão simples dar esse chega pra lá para esse sentimento tão chato, que fica nos colocando limites. É chato. É como acreditar em fantasmas quando somos crianças. Escondemos nossos rostos dentro do edredom e ficamos torcendo para que a claridade não demore a chegar, espantando todos aqueles monstros para longe.

Imagina como seria bom se um dia, mesmo que fosse em um único dia, o mundo acordasse sem o medo. Mais ou menos como a falta da morte, naquele livro do Saramago. Ou se você pudesse escolher a eliminação de um medo qualquer para sempre da sua vida. Qual seria ele? O medo de avião? De dentista? De palhaço? De médico? De perder quem você ama? De pular de asa delta? Qual medo você gostaria de deixar de sentir?

Eu acho que um pouquinho de medo não faz mal para ninguém. É o que faz com que a gente não se coloque tão em risco todos os dias. Mas muito medo acaba atrapalhando a vida. Faz a gente sofrer antes da hora e na maioria das vezes sem motivo real.

Pensar racionalmente a gente pensa. Só falta a gente descobrir como não colocar a cabeça dentro do edredom quando o fantasma do medo vier nos assombrar. E você? Qual é o seu medo?



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15 de Fevereiro de 2017

O que fazer com todo o meu ciúme?

Esses dias uma amiga me perguntou “O que eu posso fazer com todo o meu ciúme?”. Ela estava agoniada, pois tinha brigado com o namorado por esse motivo. Na verdade, ela sempre tem alguns surtos de ciúme que chegam sem avisar, por um motivo qualquer e – muitas vezes – sem motivo nenhum.

Sempre fui uma pessoa ciumenta. Na primeira fase do meu namoro com Vinicius, quando estava descobrindo o que era um relacionamento, com 15 anos, a insegurança era uma companheira fiel. Eu vivia em estado de alerta, com medo de que Vinicius pudesse conhecer outra garota ao virar uma rua qualquer e que me deixaria a qualquer momento.

Conforme fui crescendo e amadurecendo, percebi que amores não são trocados como quem troca de roupa. Quando isso acontece, é porque não era amor. E se não era, é melhor que termine logo do que alimentar algo que não é para ser.

Depois que eu e Vinicius voltamos, nosso relacionamento passou a ser outro. O ciúme foi substituído por segurança, amor, carinho, respeito, companheirismo, conhecimento e uma vontade enorme de fazer o outro cada vez mais feliz.

Tudo começou a mudar antes mesmo de voltar a namorar Vinicius. Eu tinha um amigo que era muito mulherengo e a gente conversava muito. Ele falava abertamente sobre todo tipo de assunto comigo. E uma vez eu estava contando para ele sobre como eu tinha sido ciumenta no passado e não sabia se seria novamente se eu e Vinicius realmente voltássemos a ficar juntos.

– Fernanda, você realmente acredita que ciúme resolve alguma coisa?

Aquilo nunca mais saiu da minha cabeça. Não é o meu ciúme que vai fazer com que Vinicius nunca sinta vontade de me trair. Cobranças, cenas de raiva, brigas… Isso tudo só prejudica uma relação. A confiança é a melhor coisa para um relacionamento saudável.

Minha amiga disse que fica com raiva de imaginar que pode ser traída e por isso, cobra o tempo inteiro. E ainda disse que fica com raiva por ele não sentir ciúme nenhum.

Ciúme não muda o caráter do outro. Se ele não tiver um bom caráter, suas cobranças não vão resolver nada, talvez até mesmo o instigue a fazer realmente alguma coisa. O melhor a fazer é estar com quem você ama e junto com o seu parceiro construir uma relação saudável, de muito amor, respeito, compreensão e uma vontade enorme de ficar juntos.

O medo de perder faz com que você viva com uma pulga atrás da orelha, não permite que você seja feliz e acaba destruindo relacionamentos. Não tenha medo. Se existe amor, entregue-se. Pode acabar? Pode. Qualquer relacionamento pode ter um fim. Mas isso não quer dizer que não foi maravilhoso enquanto existiu. Aproveite todos os momentos. Eles podem ser para sempre ou não. O importante é que você viva de verdade o presente e se tiver que dar certo no futuro, vai dar. Não estrague tudo pelo medo de perder.



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