26 de Julho de 2017

Fome de Poder na Netflix – Quando o empreendedorismo é feio

Amo documentários e histórias inspiradoras. Quando vi que Fome de Poder estava na Netflix, fiquei curiosa para conhecer melhor a história de um dos maiores empreendimentos de sucesso – o Mc Donalds. Já tinha lido em diversos livros de empreendedorismo uma coisa ou outra sobre o fast food mais famoso do mundo, mas em nenhum lugar contava a história que eu assisti no documentário.

Ray Kroc é citado em diversos livros de empreendedorismo como um cara inteligente que percebeu imediatamente que o sistema criado pelos irmãos McDonald’s era um grande negócio, uma oportunidade de ouro. A maioria dos livros que eu já li fala de Ray como um grande empreendedor, que comprou os direitos exclusivos da marca e transformou o McDonald’s na maior rede de restaurantes do mundo.

Mas em nenhum desses livros eu li o lado feio do empreendedorismo, que foi mostrado no documentário e que me deixou irritada com Ray Kroc.

É claro que eu acho maravilhoso quando alguém percebe uma oportunidade em um lugar que ninguém mais tinha visto e transforma aquilo em um grande sucesso. Mas confesso que tenho uma visão mais romântica da coisa toda. Gosto de histórias de pessoas que conseguiram chegar lá por esforço e mérito próprio.

Não que esse não tenha sido de certa maneira o caso do Ray. Ele foi o cara que conseguiu transformar o McDonald’s em uma franquia de sucesso. Foi o responsável por expandir os negócios e é claro que merece o crédito por isso. Mas a vontade de crescer foi tanta que ele acabou passando por cima de outras pessoas para conseguir o que queria.

Será que vale tudo pelo sucesso e pelo poder?

Fome de Poder mostra exatamente esse lado feio que quase nenhum livro ou palestras de empreendedorismo conta. Como existem pessoas capazes até mesmo de destruírem o sonho e a realização de outro alguém para se dar bem na vida.

Sei lá… Acho que sucesso é muito mais do que “Fome de Poder”. Acredito que vencer na vida é você conseguir se olhar no espelho todos os dias e se sentir feliz de ver uma ideia dando certo através do seu esforço e talento. Sem que você tenha que ter derrubado outra pessoa para isso.

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03 de Julho de 2017

Okja na Netflix – Como comer carne depois do filme?

Quando vi a capa de Okja nos lançamentos da Netflix, não me animei muito para ver o filme. Não sou muito fã de histórias de aventura, fantasia e por aí vai… Mas foi só eu assistir um trailer que estava rolando no Facebook, para que ficasse completamente encantada. Então, assim que paramos na frente da TV, não pensei duas vezes e coloquei Okja para a gente conferir.

É um filme para todas as idades e cada um vai perceber a história de um jeito. Mas o principal é que ela faz a gente pensar em como muitas vezes não pensamos naquilo que estamos comendo – pelo menos foi assim que me senti. Sou apaixonada por uma carne macia, um churrasquinho gostoso, um hambúrguer do maridão… Mas aí, enquanto eu via e me encantava com Okja, ficava pensando em como não penso nos animais na hora que estou me deliciando com um pedaço de carne vermelha.

Isso aconteceu, pois em Okja uma menina que cresceu com um super porco, que foi criado em laboratório, fica desesperada ao ver seu “bichinho” de estimação sendo levado embora por uma grande fabricante de carnes desse “super porco”. Depois de tanto amor entre os dois, ele viraria comida. E tudo o que acontece depois é praticamente o mesmo que acontece com a carne bovina e suína.

Se a gente sente tanta pena da menina e do seu “bichinho de estimação”, como não sentimos o mesmo por todos os outros que comemos todos os dias? Pelo menos no meu caso, é porque eu realmente nunca paro para pensar quando estou comendo.

Mas e agora? E depois do filme? Como posso comer uma carne vermelha sem lembrar de Okja? É claro que já assisti diversos documentários, já pensei várias vezes em virar vegetariana… Mas quando uma mensagem desse tipo pega a gente pelo coração, é mais difícil esquecer ou simplesmente deixar pra lá.

Okja é um filme imperdível! A história encanta e, sem dúvida, planta uma sementinha na gente. Recomendo o filme para todo mundo. Não importa a idade. Todos vão se sentir apaixonados pela Okja e provavelmente sentirão também aquele peso na consciência na hora de comer mais um pedaço de bife sem nem pensar sobre isso.

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