11 de Outubro de 2017

Você vai ter o melhor pai do mundo

Você não vai ter só um pai… Vai ter um amigo para todas as horas, que vai sorrir toda vez que te olhar e que vai querer te dar um mundo de atenção e amor.

Você não vai ter só um pai… Vai ter um herói, que vai mandar para longe os seus medos, que vai segurar a sua mão quando você estiver aprendendo a andar.

Você não vai ter só um pai… Vai ter um companheiro de brincadeiras, viagens, sonhos, aventuras.

Você não vai ter só um pai… Vai ter um exemplo de bondade, paciência, amor, lealdade, dedicação, força de vontade, coragem.

Você não vai ter só um pai… Vai ter um papai de verdade. Com o peso que a palavra representa, mas que infelizmente, nem todo mundo consegue carregar. Ele vai querer te ensinar um pouco de tudo, vai sorrir com todas as suas conquistas, vai se orgulhar de todas as suas realizações e tentativas, vai te dar a mão sempre que você precisar.

Tem muita gente que acha que o pai não participa tanto quanto a mãe. Mas você vai descobrir que o seu está com você desde o dia que duas listrinhas apareceram no teste que dizia que você estava na minha barriga.

Seu papai foi em todas as consultas, exames, se emocionou com o seu coraçãozinho desde a primeira vez.

Você já reconhece a voz dele e sempre que ele chega perto, você parece que vai abrir um buraco para sair da barriga, de tanto que se agita.

Você tinha que ver a cara de babão que ele faz, toda vez que ele encosta e você dá um hi 5!

Seu papai não só desenhou o seu quartinho, como também resolveu colocar a mão na massa e está fazendo uns móveis todos especiais e diferentes para você.

Seu papai esteve ao nosso lado 24h por dia, naqueles dez dias mais difíceis no hospital. Ele dormia encolhido no sofá, que nem cabia direito, e acordava com qualquer barulho… assustado, perguntando se estávamos precisando de algo, se estava tudo bem.

Você não imagina o quanto tem sorte!! Você é o nosso pedacinho concreto do mais puro amor. A nossa melhor escolha, nossa maior decisão.

Um dos momentos mais marcantes da minha vida, foi quando entrei de noiva e vi o olhar do seu pai para mim. Agora, quero ver o olhar dele quando vocês dois se encontrarem pela primeira vez.

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07 de Fevereiro de 2017

Coisas que não entendo: Vamos falar sobre licença paternidade?

Estava dando aquela passadinha de olhos no Facebook quando tive a infelicidade de ver uma matéria do Jornal O Globo com o seguinte título: “Mães que trabalham seriam responsáveis por sobrepeso e obesidade dos filhos, diz pesquisa“. No mesmo instante o meu sangue ferveu. Para não cometer nenhuma injustiça, já que a internet está cheia de gente compartilhando notícias falsas, resolvi jogar no Google antes de compartilhar, para ver se aquela imagem era uma montagem ou se realmente era uma matéria do Jornal O Globo. Infelizmente ela é real. Não é recente, foi publicada em 2011, mesmo assim, não é tão velha assim.

Sabe, vez ou outra eu me pego lendo coisas sobre “esse povo chato” que “hoje fica de mimimi para tudo”. E quando leio matérias como essa, penso logo em quem critica aqueles que lutam por uma sociedade mais justa, menos preconceituosa, mais inteligente, com pessoas com capacidade de pensar e fazer algo por outras pessoas.

Uma amiga outro dia falou “As pessoas que discordam do Bolsonaro, não entendem o que ele diz. Por exemplo, é óbvio que eu concordo com ele que as mulheres devem receber menos que os homens. Para uma empresa, é muito mais caro ter uma mulher como funcionária. A mulher tem direito a seis meses de licença maternidade. Quando o filho cai na escola, fica doente ou qualquer outra coisa do tipo, a mãe acaba faltando o trabalho. Para a empresa, é muito melhor que o funcionário seja homem, pois ela nunca precisa se preocupar com isso”.

Eu chego a sentir vontade de chorar com esse tipo de comentário, sabe? Parece que tudo evolui com o tempo, menos o pensamento.

Não consigo entender a licença maternidade ser apenas para a mãe. A sociedade hoje é outra, os tempos mudaram. Não existe uma licença paternidade no Brasil. Pelo que pesquisei – se estiver errada, por favor, me corrijam – por aqui, os papais têm o direito a ficar sem trabalhar por cinco dias (li que em março de 2016 a presidente Dilma Rousseff sancionou uma nova lei que estende a licença-paternidade de cinco para 20 dias, mas isso não seria obrigatório para todas as empresas naquele momento e não sei como está isso hoje. Para ler mais, é só clicar aqui.) . CINCO DIAS!! Ou seja, dois na maternidade, três em casa. Depois disso, a mãe precisa se virar sozinha, com a ajuda das avós ou de uma ajudante.

Alguns países da Europa deixam livre para que os pais decidam o que fazer com os 100 dias (alguns países dão mais, outros menos) de licença. Eles podem dividir igualmente ou decidir que um volte antes e o outro fique mais tempo com a criança – sem que necessariamente seja a mãe, a não ser que seja isso que ela queira.

Desculpas para o preconceito não fazem ninguém evoluir. O combate a ele é que pode provocar mudanças. Acredito que a licença paternidade é importante na construção de uma sociedade mais igual, em que homens e mulheres possuem os mesmos direitos e deveres, também na criação dos filhos. Caso contrário, a falta de educação, a obesidade da criança, “o filho largado”, sempre será culpa da mãe que escolheu trabalhar ao invés de ficar cuidando da casa e da cria.

No livro que estou lendo “O Segredo da Dinamarca”, a autora descobre que lá é muito comum ver tanto os pais quanto as mães assumindo as responsabilidades pela criança. Levar e buscar na escola, participar de confraternizações, organizar festas, participar de reuniões… Todas essas coisas são responsabilidades assumidas por ambos. Assim como a licença maternidade e paternidade também permite que ambos cuidem dos primeiros choros, primeiras trocas de fralda, sem sobrecarregar apenas um.

Enquanto o pensamento não mudar, manchetes lamentáveis como a do Jornal O Globo  e comentários que justificam preconceitos de outros, nunca vão deixar de existir. O que é completamente lamentável.

Fica como informação:

14 países com a licença paternidade mais longa (segundo a Revista Forbes de 2015):

1º) Coreia do Sul

Semanas de licença paternidade remunerada: 52,6

2º) Japão

Semanas de licença paternidade remunerada: 52

3º) França

Semanas de licença paternidade remunerada: 28

4º) Luxembrugo

Semanas de licença paternidade remunerada: 26,4 (empatado)

4º) Holanda

Semanas de licença paternidade remunerada: 26,4 (empatado)

6º) Portugal

Semanas de licença paternidade remunerada: 21,3

7º) Bélgica

Semanas de licença paternidade remunerada: 19,3

8º) Noruega

Semanas de licença paternidade remunerada: 14

9º) Islândia

Semanas de licença paternidade remunerada: 13

10º) Suécia

Semanas de licença paternidade remunerada: 10

11º) Finlândia

Semanas de licença paternidade remunerada: 9

12º) Áustria

Semanas de licença paternidade remunerada: 8,7 (empatado)

12º) Alemanha

Semanas de licença paternidade remunerada: 8,7 (empatado)

12º) Croácia

Semanas de licença paternidade remunerada: 8,7 (empatado)

As pessoas gostam tanto de usar exemplos de “países de primeiro mundo” e por que não fazem isso também na hora de pensar na criação dos filhos?

Enquanto escrevia, lembrei de outra amiga que esses dias disse: “mulheres que querem trabalhar só para se sentirem na moda, ganhando bem e tal, deixam seus filhos sendo criados por qualquer um”. E por que não pensar o mesmo do pai? Por que não pode ser o pai a deixar o emprego para assumir esse papel?

Sinceramente, acho que os pais podem dar muito amor, boa educação, valores e carinho mesmo trabalhando fora. É só saber manter o equilíbrio, saber dosar família, trabalho e diversão. Talvez seja por isso que tantos pais se separam na chegada da criança, pois a responsabilidade é jogada nas costas de uma pessoa só, enquanto o outro deseja continuar sem os novos deveres e responsabilidade de uma família maior.



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