11 de Janeiro de 2018

Passeio com a Julia para o sol da manhã – Diário da Maternidade

Essa semana eu resolvi criar uma nova rotina aqui em casa: O passeio com a Julia para pegar o sol da manhã. Desde que ela chegou nas nossas vidas, Vinicius passou a passear sozinho com a Valentina enquanto eu ficava na varanda com a Julia para os dez minutos diários de sol. Mas depois de uma semana trancada em casa por causa do tempo ruim, assim que o primeiro céu azul apareceu no céu, falei com Vinicius que eu queria levar a Juju para o passeio com a Valentina. E foi assim que a nova rotina começou.

No primeiro dia, ela começou estranhando um pouco. Foi a primeira vez que passeamos com ela de carrinho. Até então, só tínhamos usado o carrinho dela em casa. Mas depois do primeiro quarteirão, ela já estava relaxada e descobriu um jeitinho só dela de aproveitar o passeio.

Lembram que no post que fiz sobre o carrinho que escolhi para ela, eu contei que talvez a única coisa que me fizesse ficar arrependida da escolha fosse o fato dele não virar para mim? Então, apesar de não virar, dá para fazer um “arranjo” na cobertura do carrinho e deixar aberta a parte de trás para que eu consiga ver o que a Julia está fazendo enquanto está virada para o mundo.

Mas ela, com toda a esperteza do seu primeiro mês, usou esse nosso arranjo para olhar para mim. É tão lindo ver aquele rostinho redondo, com os olhinhos de jabuticaba me olhando pelo “buraco” do carrinho enquanto passeamos. Na maior parte do tempo é assim que ela fica. Mas ao mesmo tempo, sempre dá aquela olhadinha curiosa para descobrir novas coisas, cenários e lugares.

O passeio é delicioso. Descobrimos que a Julia adora o trepidar do carrinho nas ruas de paralelepípedo e que chega a cochilar quando o balanço é mais intenso das calçadas irregulares da nossa cidade.

Hoje, como acordamos bem cedo com o chorinho dela e como ainda não estava calor, resolvemos andar um pouco mais do que alguns quarteirões e fomos até o Campo de São Bento (um parque que fica localizado no meio da nossa cidade). Foi uma delícia andar com a Julia e a Valentina por lá. Valentina não parece um cachorro, parece uma criança empolgada com as novidades e como sempre, correu para ver os patinhos (se você ainda não me acompanha no Instagram, segue lá para acompanhar esses passeios).

Para aproveitar o solzinho que ainda estava começando a surgir no céu, decidimos ir até a quadra do Campo de São Bento. Foi uma das sensações mais incríveis que tive nesse primeiro mês da Juju. Estava com a minha filha no mesmo lugar que por tantas vezes eu brinquei quando era criança. Foi naquela mesma quadra que dei meus primeiros passos de patins, que ralei meus joelhos em uma brincadeira de pique, que criei diversas histórias e aventuras com os meus amigos.

Ficamos poucos minutos ali, mas já comecei a sonhar com a Julia vivendo um pouco de toda aquela magia da minha infância. Não quero ficar acomodada com a facilidade de descer para o play ou de pegar um solzinho na varanda. Quero que a Julia possa fazer amigos na quadra, que possa aprender novas brincadeiras, que tenha contato com a terra, com o verde, que se suje muito e que viva grandes aventuras como eu vivi.

Dá mais trabalho? Claro que sim. Tem todo aquele preparo para sair de casa, toda a bolsa para montar, todo o trabalho para que todos se arrumem antes de sair. Seria muito mais fácil ficar pela varanda de casa. Mas quero que a minha filha tenha a mesma admiração e amor pela vida que eu sempre tive. E isso ela só vai ter se visitar lugares que preencham o coração e a vida dela de cores.

Se eu estou empolgadíssima com a nova rotina? Vocês podem observar que sim. E é claro que vou contar aqui no blog sempre que um cenário novo surgir nos nossos passeios ou quando a Julia começar a interagir mais e mais com os ambientes. Quero mais terra, mais verde, mais mundo  para a minha filha.

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12 de Dezembro de 2016

Viajar para Petrópolis é como fazer uma viagem no tempo

Estou lendo um livro de crônicas de viagens – De Malas Prontas – e senti saudades de escrever crônicas despretensiosas, sem dicas, sem roteiro, sem muitas opiniões sobre restaurantes, hotéis, lojas. Apenas sensações. Antes de seguir com a leitura, fiquei pensando nas últimas viagens que fiz e senti aquela formiguinha na mão para escrever. O destino escolhido? Petrópolis.

Quantas vezes, na hora de tirar os tão esperados dias de férias, não nos pegamos olhando roteiros de lugares distantes: Europa, Estados Unidos, Caribe? Nunca damos muita bola para os destinos que são colados na gente. “Ah, um dia eu visito”. “Esse lugar dá para ir a qualquer momento, é aqui do lado”. E mesmo assim, acabamos não indo nunca.

Ano passado, por causa do meu medo de avião, acabamos passando as férias rodando por aqui. Fomos para lugares que mesmo sendo tão pertinho, nunca tínhamos ido ou cidades que um dia conhecemos, gostamos, mas nunca mais voltamos.

E foi assim que Petrópolis entrou na lista. A cidade fica apenas a uma hora da nossa casa, mas sempre adiamos. Era sempre melhor ir até um lugar mais distante do que aproveitar aquelas férias, aquele final de semana ou feriado para ir até lá. A última vez que tinha estado em Petrópolis tinha sido na época da escola, quando o Salesiano levava a turma para fazer um passeio pelos pontos turísticos do lugar, estava na sétima série.

Voltar com Vinicius foi encantador, mas também deixou uma vontade de ficar mais, sabe? Ficamos dois dias, mas não foi suficiente. Fiquei me perguntando como pude ir tantas vezes quando era mais nova sem nem mesmo dormir por lá.

Petrópolis tem tanto da nossa história. Andar por aquelas ruas olhando as casas, caminhando sem pressa, apenas observando como o novo se mistura com o antigo, é tão bom. Diversas vezes, com a minha cabeça de escritora, me peguei imaginando quem já tinha andado por aquela mesma rua no passado, quem tinha se escondido atrás de um daqueles muros para fazer confidências com uma melhor amiga ou para encontrar um amor.

Lamentei por não ter prestado tanta atenção a todas as aulas de História do Brasil quando estava na escola. Queria tanto saber mais, saber tudo. Poder olhar para aquelas casas e praças e saber o que já aconteceu por ali.

Ficamos hospedados em um hotel bem ao lado do Museu Imperial, o Casablanca, que no século XIX foi residência do Barão de Pedro Afonso. Andava por lá imaginando quem tinha estado naquele mesmo hotel quando ele era uma residência. Que histórias aconteceram por ali?

E para me ajudar um pouquinho, fomos no espetáculo Som e Luz do Museu Imperial. Quando ele começa, é como se tivéssemos ganhado um ingresso para viajar na máquina do tempo. É mágico. E imperdível.

Naquela noite eu tive um sonho estranho e louco. Quando acordei, Vinicius disse que eu falei e me mexi a noite inteira. Foi quando contei para ele que sonhei que estávamos no Museu Imperial com um casal de amigos nossos, jantando pizza com a Princesa Isabel, a imperatriz Teresa Cristina e com Dom Pedro II. No sonho, estávamos realmente em uma daquelas salas que hoje visitamos no museu. Era perfeito, nítido. E aí, uma confusão começou e eles precisaram fugir. Teresa Cristina fugiu com o marido da minha amiga e Vinicius com a Princesa Isabel – não preciso nem dizer que peguei raivinha dela, né? Risos! – Antes de ir embora, Dom Pedro se desculpou por elas. Eu e minha amiga sentamos na mesa tentando entender o que tinha acontecido, quando fui até a porta e olhei os jardins, acordei. Olhei para Vinicius e dei um soco no braço dele “quem mandou você fugir com a Princesa Isabel?”. Ele não entendeu nada. Quando contei, ele começou a rir. Essas coisas só acontecem comigo.

Passeamos pela rua Teresa, passamos em frente ao Palácio de Cristal, tiramos umas fotos na casa de Santos Dumont e da catedral.

Mas nem só de passado vive Petrópolis. Aproveitamos a tarde para conhecer a fábrica da Bohemia e o museu da cerveja. Esse é mais um daqueles passeios que valem a pena ser feitos, sabe? Passamos horas lá dentro, lendo e aprendendo um pouco mais sobre a bebida que adoramos.

Fiquei com vontade de andar de charrete, mas morri de pena dos cavalos. Queria ter passado mais tempo caminhando. Faltou parar e visitar o Palácio de Cristal, faltou tempo para ver com calma todos os cômodos do Museu Imperial e tantas outras coisas mais. Quero voltar.

Estou lendo alguns livros do passado, aprendendo o que deixei passar na época da escola para poder aproveitar ainda mais aquela cidade imperial.

Ficou uma pontinha de vontade de escrever algum livro que aconteça naquele lugar. Petrópolis como cenário de uma nova história. Mas para isso, quero visitar muitas outras vezes mais.

 




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