23 de Fevereiro de 2017

Imprevistos de uma Noite em Paris

Ontem fui com o Vi ao cinema mais uma vez. Para quem não fazia isso há um tempão, acho que realmente resolvemos matar a saudade desse programinha nessas duas últimas semanas. Foram três filmes nos últimos dez dias. Ontem, tivemos a oportunidade de ir na pré-estreia do filme Imprevistos de uma Noite em Paris. Além de assistir o filme antes de todo mundo, também participamos de um coquetel com a presença do protagonista e diretor Edouard Baer.

Foi a nossa primeira vez no Reserva Cultural em Niterói. Adoramos a experiência. O cinema é bem pequenininho, mas muito aconchegante. As cadeiras são bem confortáveis e o espaço do Reserva também tem ótimas opções gastronômicas e um estacionamento no local. Com certeza é um lugar que vamos marcar presença muitas outras vezes.

E o que falar do Imprevistos de uma noite em Paris? 

Não é um filme profundo, que faz pensar ou algo do tipo. É uma comédia para relaxar e rir. Sabe aquela história tão surreal que chega a ser boba? É mais ou menos isso, mas não é ruim – acho que um filme que tem no elenco a queridíssima de todos Audrey Tautou, não tem como ser de todo ruim, não é mesmo?

Depois de ter vindo de dois filmes mais profundos – um bem pesado por sinal -, confesso que gostei de assistir algo leve, divertido e engraçado. É uma comédia francesa que difere bem daquela clássica americana. Em Imprevistos de uma Noite em Paris, o politicamente correto não é bem a ordem da casa. O protagonista é um diretor de teatro quase fanfarrão, que passa uma noite completamente louca tentando salvar a pré-estreia de sua peça de teatro. Para isso, ele arma as coisas mais doidas do mundo – tipo roubar um macaco, passar cheques sem fundo e por aí vai. Suas trapalhadas parecem piorar tudo, mas no final, dá tudo certo.

O que me deixou com aquela sensação boa foi que nos últimos filmes eu saí quase triste do cinema. Ontem foi uma coisa mais boba, mais leve, apenas entretenimento. Nem todo filme precisa ser carregado de profundidade e mensagens, né? E eu gosto de tudo que me faz rir, que me deixa mais alegre.

Imprevistos de uma Noite em Paris me fez até lembrar um pouco os meus tempos de teatro. São aquelas cenas loucas, algo que a gente sabe que não existe a menor possibilidade de acontecer, algumas vezes não tem nem um motivo para estarem ali, mas estão apenas por diversão – como o carinha das flores.

No final do filme, fomos recebidos com um coquetel com espumantes e algumas entradinhas. E o protagonista Edouard Baer ficou por ali para conversar e tirar fotos com quem quisesse falar com ele – e é claro que eu quis, né? Como não sei francês, pedi apenas uma foto e ele foi bem simpático.

Comentei com Vinicius que se eu fosse ele, não assistiria de jeito nenhum a pré-estreia de um filme que eu atuasse – e ele, além de protagonista, ainda é o diretor. Acho que seria como ficar olhando as reações de alguém que lê o meu livro. Imagina que nervoso!! E se a pessoa não risse nas partes que eu escrevi tendo a certeza de que todos ririam? Nossa!! Não tenho maturidade para isso. Seria uma angústia grande demais.

Imprevistos de uma Noite em Paris é um filme para quem quer relaxar, dar aquelas gargalhadas por motivos bobos e apenas se divertir. Não é para quem busca reflexão, mensagens profundas ou um filme que mude a vida de alguma maneira. É puro entretenimento. E pelo menos para mim, entretenimento por entretenimento não é algo ruim. Acho que é como sentar em um barzinho para jogar conversa fora, tomando uma cervejinha. Bom para resfriar a cabeça e colocar um sorriso no rosto.