11 de Setembro de 2017

A mãe que eu quero ser

Antes de engravidar eu já ficava pensando no tipo de mãe que eu seria. Aos poucos fui construindo sonhos, desejos e planos para a maternidade. Observava amigas que tinham filhos, blogueiras, atrizes e por aí vai. Imaginava o que eu teria e o que não teria vontade de fazer. E assim, fui criando algumas ideias na minha cabeça da mãe que eu quero ser.

Mais do que qualquer coisa, quero ser uma mãe presente e quero ensinar a minha filha a sonhar, assim como minha mãe me ensinou. Não quero que o quarto da Julia seja o mais cheio de brinquedos. Quero que ela descubra como transformar o que ela tem em um milhão de coisas diferentes. Imaginação é um dos melhores presentes que posso tentar dar para ela. Foi assim que eu mais me diverti enquanto crescia.

Para isso, quero colorir a vida da Julia com histórias. Seja com Patinho Feio, Cinderela, Pequeno Príncipe ou Reinações de Narizinho… Quero que ela imagine personagens, cenários e que vá construindo um mundo cada vez maior na cabecinha dela. Os livros sempre me instigaram e fizeram a minha imaginação voar cada vez mais alto.

Por mais que aconteçam avanços da tecnologia, quero brincar muito com a Julia sem tablet, televisão ou computador. Quero que ela rale os joelhos enquanto brinca de correr, que transforme a primeira bicicleta em uma moto apenas com a ajuda de um copinho plástico na roda de trás, sem que tenha que comprar uma realmente motorizada para ela.

Ah, e o teatro?! Já ando até sonhando com o cheiro das coxias, dos palcos e das histórias infantis. No domingo, acordei com uma vontade enorme de assistir Peter Pan e sei que vou poder reviver momentos mágicos ao lado da minha filha, assistindo nos finais de semana muitas histórias que eu também vi quando era pequena e que nunca mais saíram da minha cabeça.

Espero conseguir mostrar para a Julia que algumas meninas possuem cem bonecas e que outras não possuem nenhuma, mas que isso não é importante na hora de ser amiga delas. Espero que aos poucos ela consiga se encantar pelos sorrisos, olhares e verdades guardadas dentro de cada pessoa. E que dessa maneira, consiga se proteger e se doar cada vez mais.

Não quero ser uma mãe que afasta a filha do que acontece no mundo para “protegê-la”. Quero que a Julia conheça o mundo real e que dessa maneira ela saiba discernir o que será bom e o que será ruim para a vida dela. Não foi me escondendo o mundo das drogas que a minha mãe fez com que eu nunca tivesse vontade de me drogar. Muito pelo contrário. Por volta dos 12, 13 anos ela me deu o livro  Christiane F. porque eu pedi e foi por conhecer aquela realidade tão crua e dura que eu nunca quis nem chegar perto disso.

Também espero ser uma mãe que vai conseguir ensinar a Julia a respeitar as pessoas, a ser gentil, educada… Quero que ela sinta prazer em dizer bom dia, muito obrigada e que ela perceba como compartilhar e doar faz bem.

Quero que a Julia descubra o mundo com seus olhos, nariz, pés, mãos. Espero afastar os meus medos e quero muito permitir que a minha filha explore as coisas. Quero que ela se desenvolva cada vez mais por ela mesma, que aprenda a cair e levantar sem que isso seja um grande problema ou motivo de grande susto. Espero que ela perceba que para mim, nunca vai ser o resultado final a parte principal das realizações dela, mas que estarei na torcida e aplaudindo todas as vezes que ela se esforçar para conquistar tudo aquilo que deseja. Seja um passinho, uma nota na escola ou os sonhos cada vez maiores que ela venha a ter.

Quero ser uma mãe bem parecida com a minha, com algumas grandes diferenças, mas com uma coisa totalmente igual: O amor incondicional. Quero que a Julia cresça sabendo que aconteça o que acontecer, estarei ao lado dela. Que ela pode errar, cair, sonhar, se realizar… E que eu sempre estarei com ela, para tudo! Tanto nas alegrias, quanto nas tristezas. Tanto nas vitórias, quanto nas derrapadas. Não realizarei nada por ela, mas darei toda a força que ela precisar para acreditar que todos os sonhos são possíveis e que o que eu mais quero é que ela seja uma pessoa boa, carinhosa e educada com as pessoas, que tenha aquela vontade dentro dela de ajudar a mudar o mundo de alguma maneira e que seja muito, muito feliz.



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31 de Maio de 2017

Cansada de esperar… Ela foi lá e fez!

Quantas vezes jogamos a culpa da nossa falta de realização no outro, quando na verdade poderíamos simplesmente buscar outras saídas para realizar aquele sonho, projeto, desejo? É claro que a “solução mais fácil”, ou o “caminho já iniciado” pode parecer o mais certo. Mas se tem  uma pedra no meio do caminho, será que não é melhor levantar e agir ao invés de ficar eternamente sentado esperando a ação do outro?

Nem sempre é fácil fazer essa escolha. Muitas vezes, precisamos que outra coisa aconteça para que a gente caia na real e perceba o quanto perdeu tempo. E quando outros caminhos aparecem na nossa frente, pensamos “Poxa vida! Por que eu não pensei nisso antes?”.

Uma situação assim aconteceu comigo esse ano. De repente eu acordei e pensei – Por que não faço isso? E aí outras dúvidas passaram a povoar a minha cabeça. Será que vale a pena? Será que é a melhor opção?

De qualquer maneira, resolvi agir e começar a conversar com outras pessoas sobre aquilo. Hum… Novas portas até mesmo se abriram. Mas ainda assim, uma pulguinha ficou atrás da minha orelha. Será que não é melhor fazer do jeito que eu pensei antes?

E aí o baby apareceu na minha vida e a solução para aquele projeto apareceu junto. Passei a pesar na balança os pontos positivos e negativos daquela decisão… De um lado o ego, a vaidade e do outro lado a possibilidade de ser dona do meu próprio nariz, das minhas próprias datas e com um retorno financeiro sem dúvida alguma maior.

Por que eu não pensei nisso antes?

Grandes decisões precisam ser tomadas com segurança, pois além de conversar com você e com suas dúvidas, você também fará o mesmo com marido, pais e, talvez, amigos. Nem todo mundo vai concordar com a sua decisão, com o seu caminho. Mas ninguém é mais dono do seu projeto que você. Então, saiba pesar a ponderação dos outros, mas siga a sua intuição e coração.

Precisei de outro coração batendo dentro de mim para decidir por esse caminho. Mas estou feliz com as escolhas que fiz e em breve – MUITO EM BREVE -, venho explicar mais sobre isso para vocês.

Mesmo sem detalhes, achei legal compartilhar por aqui um pouco dessa reflexão. Sei que muita gente precisa enfrentar decisões todos os dias e que muitos projetos ficam parados, por você sempre ficar esperando a decisão do outro de fazer algo por/com você. Se existem outros caminhos, se existe a possibilidade de fazer sozinho, pense se não vale a pena.

Acordei pensando no livro Pai Rico, Pai Pobre e senti vergonha de imaginar o que o autor pensaria de mim ao saber que tenho um “ativo” parado há quase dois anos, quando poderia estar sendo realmente um ativo financeiro na minha vida e mais uma conquista pessoal para mim. Por isso, quando você estiver cansado de esperar, vai lá e faz.

 

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