07 de Setembro de 2017

Daqui pra frente tudo vai ser diferente?

Estava voltando da casa da minha mãe com Vinicius e a Valentina (nossa buldoguinha) e falei para ele:

“Algumas coisas nós pensamos que são clichês, mas são a mais pura verdade, não é mesmo?”

Vi me olhou com aquela carinha de quem já me conhece bem e sabe que isso é só uma introdução para um novo assunto.

Então eu continuei a explicar:

“Ah, sempre ouvi um monte de gente falando que só ia entender a minha mãe depois que eu também fosse uma”.

E aí eu comecei a falar sobre como vou me sentir quando chegar a época de a Julinha querer viajar com as excursões da escola. Lembrei do meu quase desespero com 12 anos, quando todas as minhas amigas foram para o Paraíso do Sol – um parque com hotel – com a escola e eu fiquei me sentindo a injustiçada por não poder ir. O mesmo aconteceu com a Disney.

“Todo mundo vai” – reclamava.

“Você não é todo mundo” – minha mãe respondia.

A Julinha ainda nem saiu da minha barriga, mas eu já estou pensando que esse dia vai chegar. E o que eu vou fazer?

Enquanto eu sofria bemmmmmmm antecipadamente com o desapego da minha filha adolescente, que ainda está na barriga… Vinicius me traz de volta para uma realidade que nunca tinha nem passado pela minha cabeça.

“Fernanda, você já parou para pensar que daqui a 15 anos tudo estará diferente? Como você quer pensar em uma excursão hoje, se a gente não tem nem ideia de como estará o mundo quando essa época chegar para a Julinha”

“Como assim?”

“Com a tecnologia mudando diariamente, tudo vai estar diferente. A comunicação, o transporte… Todas as coisas terão mudado de alguma maneira. De repente, a gente vai falar com a Julia sem nem precisar segurar um aparelho, sei lá! O celular pode ser uma lente de contato, um óculos…”

E aí eu fiquei pensando em tudo aquilo e senti um gelo na espinha. Quando a Julinha nascer, nem mesmo televisão analógica existirá mais. O mundo realmente está mudando todos os dias e a cada ano do crescimento dela, novas tecnologias chegarão.

Pensei em Black Mirror e me arrepiei mais uma vez. Será que os jogos de tabuleiro estarão praticamente extintos do mundo? A nova geração não vai mesmo brincar de piques? A interação com os outros será cada vez mais virtual e menos real? O que vai ter “avançado” a cada nova fase da vida dela?

É muito estranho pensar em tudo isso. Se dizem que educar já não é uma das tarefas mais fáceis… Imagina fazer isso em um mundo totalmente novo. O que sonho para ela hoje, pode nem mesmo existir quando ela tiver seis, dez, 15 anos. E isso é esquisito demais.

Voltei mais quieta para casa pensando em como eu gostaria que o mundo andasse mais devagar.

Veja mais posts sobrefilhos mundo tecnologia vai ser diferente
01 de Novembro de 2016

A roupa do futuro já é realidade no presente – WeAr

Genteeeee!!!! Eu ainda fico surpresa com as novidades tecnológicas. Quando vejo determinadas notícias, fico pensando em como o futuro chegou de repente e a gente – que já é um pouco ou muito mais velho, da época sem celular e sem conexão com a internet – nem viu. Abri o meu e-mail para checar as novidades dessa semana e me deparei com um release sobre o seminário WeAr e sobre as oficinas de tecnologia vestíveis. “A Roupa do Futuro é tema da 2ª edição do festival WeAr – Conectando Moda e Tecnologia em 8 de novembro. O evento reúne em São Paulo estilistas e pesquisadores nacionais e internacionais para discutir tecnologia vestível e o futuro da moda. O WeAr explora a interseção da moda com a tecnologia, objetiva fortalecer o mercado brasileiro e promover o contato entre makers e estilistas para assim incluir o Brasil como um player forte neste segmente que movimentará US$ 30 bilhões em 2016.”

Sabe quando você se sente meio perdida no espaço? Foi exatamente dessa maneira que me senti. De repente, me lembrei do desenho Os Jetsons – nossa, como eu amava!! – e senti como se o futuro tivesse realmente chegado.

roupas-tecnologicas

Parece que foi ontem, quando eu estava com 11 anos e precisei fazer um trabalho para a primeira turma de informática que teve na minha escola – foi em 1994. Lembro de ter que descobrir o que era a internet e o que ela traria de bom e ruim para o mundo. O pai de um amigo me ajudou a fazer o trabalho – acho que ele trabalhava no meio da tecnologia – e perguntou na internet daquela época, que estava engatinhando e que era para pouquíssimas pessoas, quem poderia me ajudar a responder as perguntas solicitadas pelo meu professor. Lembro que pensei que era uma espécie de mágica receber tantas respostas de pessoas que nunca tinha visto na vida e de todos os lugares do mundo – uma pena não ter guardado aquele trabalho.

Também não me esqueço de uma conversa que tive aos 12 anos com as minhas amigas, no pátio da escola:

– Meninas, vocês não sabem o que eu vi!! – disse Juliana sem fôlego quando chegou perto do nosso grupinho.

– O quê? – perguntamos cheias de curiosidade.

– Aquela garota da 6ª C, que é metida pra caramba! Ela está com UM CELULAR!!

Bocas abertas de espanto. Naquela época, nem mesmo o bip era coisa para o nosso bico. Acho que ele foi criado ou pelo menos virou uma realidade para mim somente dois anos depois desse acontecimento. E o celular? Esse eu só fui ter o meu primeiro quatro anos depois.

Ou seja, apesar de ter crescido entre a geração totalmente desconectada e a totalmente conectada, consigo me adaptar facilmente a todas as novas tecnologias, mas continuo achando que é uma espécie de mágica cada uma delas. Imagina só se a Fernanda de onze anos, que estava descobrindo em 1994 o que seria a internet e o que ela mudaria no mundo, poderia imaginar que com 33 anos poderia pensar em vestir nas próximas estações uma roupa, que segundo a estilista americana Becca McCharen deveria ser capaz de captar frequência cardíaca, temperatura, padrões de respiração, stress, níveis de ar e ter até mesmo um GPS “embutido” – não sei nem se essa seria a palavra certa – para se adaptar e reagir de acordo com os dados captados.

Não sei se para as novas gerações essa seria uma grande surpresa, mas para mim, esse tipo de coisa é a prova mais forte de que o futuro definitivamente chegou. Aquele futuro que a gente tanto via nos desenhos, nos filmes de ficção científica, nas histórias que mais pareciam impossíveis de virar realidade. Essas coisas realmente estão acontecendo. O celular não é usado apenas para fazer ligações – na verdade, acho que essa é a utilidade menos usada dele e as roupas não serão mais apenas para vestir.

Quem se  interessar pelo tema – Moda e tecnologia e quiser saber mais sobre esse evento é só clicar aqui.

Para quem quiser apenas conhecer um pouco mais sobre esse futuro que está cada vez mais no presente, vai ter uma exposição de roupas e acessórios tecnológicos e conectados com entrada gratuita no Museu de Belas Artes em São Paulo, de 8 a 11 de novembro.

Já nos dias 03 e 4 de dezembro vai acontecer a primeira maratona hacker de moda e design de wearables da América Latina – a Hackatona Wearables C&A. Em 2016, a C&A comemora quatro décadas no Brasil e abre uma chamada para jovens designers e makers a questionarem como serão os próximos 40 anos da moda. O desafio consiste em desenvolver o primeiro wearable C&A item que não seja apenas conceitual mas também pronto para ser produzido em escala e incorporado ao estilo de vida dos consumidores da marca. Serão disponibilizados hardwares e componentes necessários para a construção de wearables. Os participantes contam com equipamentos de confecção e mentores especializados para darem suporte com soluções em softwares e processos na realização de protótipos. Para quem é da moda, acredito que seja uma oportunidade imperdível, já que a premiação será a possibilidade de ter seu item produzido para futura coleção de wearables da C&A. Vale-compras e divulgação do vencedor nas mídia do evento, incluindo entrevista no canal Band News TV e no Jornal Metro. Ficou animado? Inscreva-se clicando aqui!

Veja mais posts sobre festival wear futuro moda moda conectada tecnologia wear