19 de Janeiro de 2017

Eu quero uma baleia e a tristeza de não saber inglês

Estudei inglês a vida toda, mas sabe quando você simplesmente não gosta de uma língua? Então, aprender esse idioma é a coisa mais complicada do mundo para mim. Não estou exagerando quando digo que tentei a vida toda. Comecei com sete, oito anos, tenho até vídeos para provar e segui até os vinte e pouco. Sempre parando um curso e começando outro. Nunca saí do intermediário e nunca aprendi de verdade.

Com o italiano aconteceu justamente o contrário. Em seis meses eu já estava conseguindo me comunicar e entender o que os outros falavam. Com o espanhol também. São línguas que eu gosto, acho charmosas, românticas… Mas o inglês eu simplesmente não gosto e não consigo entender. Talvez, se o Owen Wilson me desse aula, tudo fosse diferente. É só ouvir esse ator falando em Meia Noite em Paris que a minha vontade de falar inglês volta rapidinho. Que sotaque lindo!!!

Mas o fato de não saber inglês me entristece. Diversas vezes quis escrever para pessoas que eu admiro, mas não consegui por causa da barreira com a língua. Vinicius até morou lá nos Estados Unidos, mas como ficou muito tempo sem usar novamente, ele também não se sente seguro para fazer a “tradução” das cartas que eu sinto uma enorme vontade de escrever.

Ontem assisti uma palestra – amanhã vai entrar até um texto que escrevi sobre ela – no TED de um autor de livros infantis e eu fiquei morrendo de vontade de conversar um milhão de coisas com ele. Mas o cara é americano, como poderia dizer tudo o que eu queria? Mesmo assim, não desisti. Do meu jeito – cheio de erros e com a ajuda do Vi e do tradutor – eu disse pelo menos o básico: que concordava com tudo o que ele tinha dito e que eu também queria a minha baleia.

Para entender, assista ao vídeo aqui:

Escrevi um textinho bem menor do que o que eu escreveria se conseguisse me expressar bem no idioma dele. Mas não consigo passar sem dizer nada por alguém que me marcou de alguma maneira. Essa palestra mexeu comigo em vários sentidos e eu precisava pelo menos dizer obrigada.

Não imaginei que fosse ter alguma resposta, ainda mais depois de ter consciência que não estava escrevendo nada muito certinho. Mas logo que abri o computador pela manhã, encontrei uma resposta que veio da assistente dele, dizendo que era ela e que com certeza enviaria para ele aquela mensagem tão divertida e carinhosa. Não é fofo?

Será que ele também vai me responder?! :O

Não é todo dia que eu sinto falta, mas diversas vezes lamentei por ter essa dificuldade tão chata com o inglês. Mais alguém é assim? Muitas vezes eu desejei que todos os idiomas deixassem de existir e que todos virassem apenas um – bora falar esperanto? , mas como não é assim, por enquanto eu só tenho a lamentar. Será que alguém tem um curso milagroso de inglês para me indicar? Mairo Vergara, quer me usar de garota propaganda e me patrocinar? Risos!! Mais alguém tem essa dificuldade? Alguém que tinha, conseguiu vencer e hoje fala e escreve tudo muito bem? Não deixem de me contar. Preciso aprender inglês de uma vez por todas, pois sinto que isso me limita demais.

 




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02 de Janeiro de 2017

Guarde seus objetivos para você

Uma das minhas metas esse ano é assistir uma palestra nova todo dia. São tantas coisas legais que tem pela internet, tanto conteúdo bom e gratuito, que eu pensei que é uma ótima maneira de aprender alguma coisa nova todos os dias.  E foi assim que ontem, assisti uma palestra do TED chamada Guarde seus objetivos para você.

Confesso que no primeiro momento eu pensei em nem assistir, pois imaginei que o cara falaria que se você conta as coisas para os outros, elas acabam não se realizando por causa de inveja e da energia que outras pessoas acabam colocando em você. Mas depois eu acabei optando por assistir, mesmo que ele fosse dizer mais do mesmo.

Bom, os três minutos acabaram me surpreendendo de uma maneira bastante positiva. Ele sugere que você guarde seus objetivos para você, não porque a energia do outro pode te fazer mal. Pelo contrário, ele diz que você contar algo que queira realizar, acaba não dando certo, pois as pessoas elogiam a sua força de vontade – que na verdade, na maioria das vezes é apenas uma ideia ainda – e você acaba já se sentindo satisfeito com aqueles elogios, como se já tivesse realizado a ação para cumprir aquela meta.

Fiquei pensando sobre isso e acredito que realmente seja verdade. Por exemplo, se você vai malhar e fazer dieta, mas antes disso você já começa a descrever para as pessoas tudo o que planeja fazer para perder peso, quando todo mundo começar a elogiar a sua iniciativa, seu cérebro já recebe aqueles elogios como se você já estivesse emagrecendo. E aí, você acaba não tendo tanta empolgação depois para levar aquilo tudo a sério, pois é como se você já tivesse sido recompensado.

Então, não contar seus objetivos para outras pessoas não quer dizer que você vai ficar livre de “olho gordo” e que por isso vai dar certo. Na verdade, você vai parar de se sabotar e vai receber a recompensa apenas no final, quando realmente tiver concluído aquele seu objetivo.

Não é um pensamento interessante para a gente adotar nas nossas vidas? Temos que ficar atentos a todo momento. Eu, por exemplo, já comecei o texto contando um dos meus objetivos de 2017 – risos!  Não me deem recompensas, por favor!! kkkkkkkkk…

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