02 de Março de 2017

Nossa cachorrinha viajante – Orgulho da Valentina

Decidimos passar o carnaval na casa da minha sogra, em Rio das Ostras. Confesso que antes de ir, estava um pouco tensa e até mesmo estressada, pois achei que seria muito cansativo passar tanto tempo fora com a Valentina. Mudar a rotina é sempre complicado, ainda mais no carnaval.

Fomos na quinta-feira para evitar o engarrafamento da sexta. Como já tínhamos viajado outras vezes com ela – sempre por apenas um final de semana -, sabia que seria tranquilo no carro. Ela é muito boazinha. Colocamos o cinto que compramos no Pet e ela consegue olhar a janela e deitar quando quer. Se sente vontade de “ir ao banheiro”, ela começa a choramingar e cutuca a gente com a patinha. Paramos assim que dá e ela faz o que precisa. Não é uma graça?

Chegamos na casa da minha sogra e as minhas preocupações começaram. Como seria para ficar uma semana de olho nela o tempo inteiro para que não fosse perturbar o cachorro da mãe do Vi, que já é mais velhinho e não tem muita paciência com toda a jovialidade dela. Risos! Também fiquei preocupada com a escada – que ela aprendeu a subir -, mas que poderia acabar caindo lá de cima. E ainda tinha a preocupação do que faríamos com ela para ir para a praia, restaurantes e na casa dos amigos da minha sogra – afinal, não é todo mundo que gosta e precisa aceitar nosso cachorrinho, né?

Todas as minhas preocupações foram ficando para trás conforme as coisas foram acontecendo. A Valentina foi a melhor cachorrinha do mundo em todos esses dias. Conquistou o coração de todos e encheu ainda mais o meu de amor.

É óbvio que seria mais fácil viajar e deixar a Valentina em um hotel para cachorro. Mas não foi para isso que eu resolvi trazer ela para as nossas vidas. Sempre foi o meu sonho ter um cachorrinho e eu sempre soube que teria o bônus e o ônus. Mas estava totalmente disposta a abrir mão de algumas coisas para ter o maior amor do mundo perto de mim.

Fomos para a praia todos os dias com ela. Mas adaptamos nossos horários aos dela. Ao invés de ir no sol de meio dia, a gente acordava por volta das seis e íamos os três curtir uma praia deliciosamente vazia, com um solzinho na temperatura certa – viva a vitamina D – e sem precisar ficar disputando lugar na areia com ninguém.

No restaurante, não aceitavam cachorrinho, mas garantimos que ela não daria trabalho nenhum e eles acabaram topando o “teste”. A Valentina chegou, colocamos na cadeira ao nosso lado, ela deitou e dormiu durante todo o tempo que ficamos por lá.

Na casa do amigo dos pais do Vi, a Valentina foi a protagonista. Foram quatro dias de churrascos e feijoada. A casa estava cheia de amigos e crianças, que se encantaram com ela e depois do primeiro dia, logo que chegávamos eles comemoraram “A Valentina chegou!!!!”. Saíam da piscina e iam brincar com ela, que adorava toda aquela atenção.

Valentina não latiu, não fez necessidades fora do lugar, adorou todos os dias de praia, de caminhada ao nosso lado, do nosso quarto, dos novos cheiros que encontrou pelo caminho, dos cachorrinhos que conheceu, de fazer cada vez mais parte da nossa família e de saber que amamos tanto ela, que nunca vamos deixar ela para trás.

Voltamos para casa com o coração mais cheio de amor e com cada vez mais certeza de que não vamos dar ouvido aos amigos que sempre falam “vocês não podem ficar tão presos por causa da Valentina, é só um cachorro. Deixa sozinha, deixa em um hotel”. Não mesmo. O tempo dos cachorrinhos ao nosso lado é tão curto, que não quero deixar de aproveitar todos os momentos possíveis ao lado dela. Nossa cachorrinha viajante foi um orgulho nessa viagem. Espero que a gente possa conhecer muitos outros lugares com ela. <3



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15 de Fevereiro de 2017

Coração apertado – Vacina da Valentina

Segunda nós fomos levar a Valentina no veterinário para tomar as vacinas que ela precisava tomar depois de um ano. No caminho o meu coração já começou a ficar apertado. O veterinário que ela estava acostumada, não está mais atendendo no lugar de sempre e a gente foi em um novo. Ela já gostava do outro, quando chegava na esquina já corria de felicidade, mesmo que pudesse tomar um banho ou uma injeção – coisas que ela odeia!. Mas como sempre foi muito bem tratada no lugar, é um Pet que ela adora ir.

Mas como o veterinário mudou, resolvemos ir em um perto de casa mesmo, que já tinha atendido a Valentina em uma emergência e tinha sido fofo com ela. Na recepção, quando ela ficou com aquela carinha de desconfiada que só ela tem, morri de peninha. Será que ia doer?

No consultório, ela queria fugir de todas as maneiras. O veterinário achou melhor Vinicius segurar ela no colo, para o medo diminuir e eu fiquei fazendo carinho nela, para que não ficasse tão ansiosa – ô cachorrinha que é igual a “mãe”.

Aproveitamos que já estávamos lá, para conversar com o veterinário sobre castração. “Já passou da hora de castrar a Valentina”, já que recentemente decidimos não ter filhotes dela, pois Vinicius está com medo de eu não ter coragem de dar os que nascerem e querer ficar com todos. O veterinário disse que não passou da hora nada, que quanto antes é melhor, mas que não precisamos ficar desesperados por não ter feito isso ainda.

Perguntei tudo sobre a castração e apesar dele me dizer que é tudo bem simples, meu coração ficou muito apertado. Ele disse que depois de deixarmos ela lá, que ele deixa ela em uma sala, para que ela fique mais calma, sem a nossa presença e que depois começam os procedimentos para a cirurgia. Já senti vontade de chorar ao imaginar que a minha pequenininha vai ficar sozinha, sem saber o que está acontecendo e apavorada por estar longe da gente.

Todo mundo diz que é uma cirurgia tranquila e rápida. Todos falam que é melhor fazer isso logo, para evitar o câncer. Mas eu fico sofrendo de saber que ela vai operar. Depois que saímos de lá, passei o dia todo me sentindo um pouco triste, com peninha de “fazer isso com ela”.

É uma preocupação tão grande com o que ela vai sentir, com a tristeza que ela vai ficar quando a gente tiver que deixar ela sozinha no veterinário, sem que ela tenha ideia do que está acontecendo e com pessoas que ela não está acostumada. Amar demais dói! A gente quase deseja ocupar o lugar de quem a gente ama, para que eles não tenham que sentir nenhum tipo de dor. Ainda não sei quando vamos fazer a cirurgia, mas até lá vou conversar com todos que já colocaram seus cachorrinhos para castrar, para que eu possa ficar com o coração menos apertado.



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