09 de Fevereiro de 2017

Um dia de compras

Semana passada tive um dia de compras com a minha mãe para que eu pudesse escolher uns presentinhos de aniversário. Confesso que não sou a pessoa mais apaixonada por compras, mas como eu realmente estava precisando de roupas, achei que seria um bom presente. Não sou aquele tipo de mulher que adora passar horas em um shopping, olhando todas as vitrines, entrando em diversas lojas… Normalmente, na terceira a minha paciência já está no limite.

Sabendo de tudo isso, minha mãe concordou em ir comigo em uma das minhas lojas favoritas. Lá, sei que posso olhar tudo com calma, sem que ninguém me empurre nada e que posso ficar o tempo que precisar experimentando o que escolhi, sem ter que responder se gostei ou não enquanto decido.

Escolhi uma calça e uma blusinha linda! Já estava feliz com as novas aquisições, mas a minha mãe estava se achando o Netinho no Dia de Princesa e resolveu que eu precisava de mais coisas. E aí começou o meu drama.

– Nanda, a gente quase nunca faz isso! Vamos na loja que eu amo!!! Lá tem tanto vestidinho fofo… Você vai amar!

Para ser boazinha, concordei e lá fomos nós.

Entramos na loja e realmente encontrei vestidos fofos. Pedi para que a vendedora separasse alguns e quando terminei de ver tudo, fui para o provador. Naquele momento, começou o meu inferno.

Para começar, a cortina não fechava completamente.

– Pode ficar tranquila! Só tem mulher aqui – avisou a vendedora.

O problema é que eu gosto de privacidade quando vou experimentar roupas. Gosto de olhar, olhar e olhar antes de pedir a opinião de outra pessoa. Sabia que assim que colocasse o vestido, minha mãe já ia pedir para ver.

Bobinha…

Seria tão bom se o problema fosse esse!

Assim que comecei a tirar a minha roupa e peguei o primeiro vestido, a vendedora abriu a cortina.

– Deixa eu te ajudar!

Meu Deus! Eu poderia vestir sozinha sem problema algum. Agradeci e disse que não precisava de ajuda.

Ainda estava puxando o vestido para baixo, quando ela abriu mais uma vez a cortina e começou a dizer que era lindo. Estava horrível.

Olhei para dentro do provador já ficando com raiva de ter escolhido mais de cinco vestidos para experimentar. Puxei a cortina por cima, tentando esticar o máximo possível, para ver se ela se mancava que eu estava querendo privacidade. Mas ela não entendeu. E para piorar, a gerente resolveu ficar por ali também para dar palpite.

Vesti mais um e o episódio anterior aconteceu da mesma maneira. Fiquei irritada.

– Olha, não gostei de nada! – avisei.

– Mas você nem experimentou esses outros – falou querendo me empurrar pelo menos um. – E esse está lindo!

Até poderia estar, mas nem no espelho eu consegui olhar. Que raiva!

– Pensei melhor e não gostei. Não vão ficar bons. Não gostei de nada – falei quase em desespero.

Risos!

Entrei, vesti a roupa e saí de lá.

Minha mãe adora esse tipo de coisa. Ama vendedoras que ficam em cima, que querem agradar totalmente. Eu DETESTO. Esse tipo de coisa me faz querer sair correndo da loja para nunca mais voltar.

E não volto mesmo.



Veja mais posts sobrecompras loja lojas roupas vendedoras