28 de Novembro de 2016

Quem são seus Ídolos? Beatles, Xuxa ou Kéfera?

Estava aqui pensando com os meus botões: Por que a nossa maior diversão é julgar o outro e achar as nossas escolhas melhores? “Mas por que você está falando isso, Fernanda?” “E que título mais absurdo é esse?” Porque depois de ver uma “treta” na internet comecei a pensar em ídolos. Como assim? Estava vendo uma confusão envolvendo a Kéfera e aí – não sei o motivo, mas a origem das teorias da minha cabeça não se explica – pensei “nossa! O Fiuk deve estar aliviado depois que surgiram esses ídolos do Youtube”. E depois eu me perguntei “Será que ainda existe o Restart?”. E cantarolei “ô menina deixa disso quero te conhecer, vê se ma dá uma chance tô afim de você”, que para quem não sabe, é uma antiga música do Felipe Dylon.

felipe-dylon - ídolos

“Que parágrafo sem pé nem cabeça, Fernanda”

Mas é exatamente dessa maneira que a minha cabeça funciona. Do nada, totalmente do nada, surgem esses papos comigo mesma e vou criando as minhas teorias para tudo. Depois de começar na Kéfera e terminar nos Beatles – Oi? Já explico! -, resolvi não guardar os pensamentos de hoje apenas para mim e de repente eu até me animo de criar uma nova coluna aqui no blog – As Teorias da Fê. O que acham?

Mas voltando aos meus pensamentos….

Acho tão chato e cansativo quando as pessoas criticam os ídolos do coleguinha. Já até falei algo parecido por aqui.  Empinamos nossos narizes e começamos a dizer “O mundo está perdido! Essa nova geração é mesmo muito boba! Como alguém pode ser fã de uma pessoa que grava a sua vida?”.

flavia-calina

E alguns anos atrás… “O mundo está perdido! Essa nova geração é mesmo muito boba! Como alguém pode ser fã de um grupo de calças coloridas?”

E mais alguns anos atrás… “O mundo está perdido! Essa nova geração é mesmo muito boba! Como alguém pode ser fã do filho do Fábio Júnior?” – ôpa! Acho que ele é da mesma época das calças coloridas, né? Lembro o quanto todo mundo – e eu me incluo nessa – se irritava quando os adolescentes diziam fazer parte das “famílias”. Era “Família Restart”, “Família Fiuk” (?) Era assim? O Restart eu lembro que sim, mas do Fiuk não lembro o nome da família.

E mais alguns anos atrás… “O mundo está perdido! Essa nova geração é mesmo muito boba! Como alguém pode ser fã de um pirralho surfista?”

E mais alguns anos atrás… “O mundo está perdido! Essa nova geração é mesmo muito boba! Como alguém pode ser fã dessa loira que dizem ter feito pacto com o diabo?”

xuxa

E assim vai. Cada geração teve seus próprios ídolos. Alguns realmente bons e que ficaram para a eternidade – Cole Porter, Chuck Berry, Os Beatles, Vinicius de Moraes e tantos outros músicos, escritores, atores, apresentadores ou o que quer que seja. E outros ídolos que não duraram nem mesmo dois ou três aniversários de seus fãs. Tanto os bons quanto os ruins sofreram com críticas e julgamentos de quem não curtia o que eles faziam – a maioria das críticas vindo da geração anterior. E os fãs, sofriam ainda mais, tanto por ver seus ídolos sendo criticados quanto por também serem alvos de críticas dos “seres superiores” que acreditavam que seus gostos é que tinham que prevalecer.

Pensando em tudo isso eu lembrei de Meia Noite em Paris, quando o protagonista diz: “Você sempre imagina que uma outra época era realmente a Idade do Ouro. O presente é assim. Um pouco insatisfatório, porque a vida é um pouco insatisfatória”

E não é verdade?

Esquecemos os nossos ídolos da adolescência e passamos a julgar os adolescentes de hoje como se eles fossem as piores criaturas já colocadas no mundo. Toda fase boba passa. Os Youtubers são “o problema” do momento? Como já disse uma vez, o que é bom fica, o que é ruim logo desaparece. Não podemos generalizar achando que tudo que é novo não presta. O Felipe Neto, por exemplo, quando criticou o Restart, Crepúsculo e Fiuk, acho que não imaginava que muito em breve seria ele o alvo das críticas ferozes, da geração anterior a dele que passou a ver o Youtube como um monstro ameaçador.

Evoluímos em tantas coisas – Hum… pelo menos na questão da tecnologia nós evoluímos -, por que não podemos evoluir também como pessoas, como sociedade? E não digo que são apenas vocês que precisam evoluir. Sempre que escrevo essas coisas é como um exercício também para mim. Martelo na minha cabeça – Quando eu pensar, “nossa, fulaninho é fã da Kéfera!!!!”, vou lembrar que eu amava a Xuxa, Angélica, Paquitas, Sérgio Malandro e que odiava quando alguém falava mal dos ídolos que escolhi amar em diversas fases da vida.

Quando pensar que alguma coisa não presta e que milhares de pessoas amam aquela coisa, vou lembrar que já existiram vários iguais e que o que era ruim passou. Minhas escolhas e gostos não são as ideais, as mais certas, as melhores. Então, se algo que eu considere ruim ficar para sempre, algum valor existe, mesmo que eu não consiga encontrar.

E tem mais. Uma coisa não pode anular a outra. Posso gostar de ídolos eternos e também achar que algo passageiro também tem a sua parcela de valor. Acredito que seja mais ou menos como a moda. Olho algumas coisas que usei no passado e penso – Como posso ter vestido isso? Mas naquele momento, me sentia incrível com o que usava. E os ritmos? A minha geração é a da lambada e um pouco do funk. Meus pais criticavam o funk e o pagode como se fosse a coisa mais terrível de se ouvir. E será que os avós deles não implicaram com o Rock? É sempre uma geração falando mal da outra geração e da outra e da outra.

Da mesma maneira que posso ter ídolos passageiros, também posso ter aqueles que estarão para sempre em meu coração.

Você não precisa gostar da mesma pessoa, música, estilo que o seu amigo gosta. Mas o ideal é que sempre exista o respeito. Ídolos são escolhas pessoais e cada um pode ter o seu. <3

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25 de Setembro de 2015

A Xuxa não gosta de mim

É claro que o título da postagem de hoje é apenas uma brincadeira.  Estava olhando fotos antigas e lembrando de coisas engraçadas que já aconteceram na minha vida. Que atire a primeira pedra quem nunca foi uma baixinha da Xuxa. Lembro até hoje de todos os programas que fui, do cheirinho típico dos estúdios de TV, do frio na barriga quando a nave se aproximava e a porta abria. Acho que todos os dias eu sentava na frente da televisão para assistir ao “Xou da Xuxa”, me divertia com os desenhos e morria de rir com o jeito da loira. Bons tempos e não venham de mimimi! Era legal e ponto final.

xuxa

Mas se eu gostava tanto, porque coloquei esse título estranho? Bom, de todas as vezes que fui ao programa, três ocasiões foram marcantes para mim. Digamos que fui uma espécie de Cláudia “senta lá, Cláudia”. Como assim? Vou contar para vocês a primeira história. Se quiserem, depois conto as outras duas.

Quando estava com oito anos, a timidez ainda não andava de mãos dadas comigo. Muito pelo contrário, eu era bem aparecidinha. Amava chamar atenção, falar em microfone, aparecer em fotos e vídeos. O programa da Xuxa era uma oportunidade de ver a minha cara na TV. Por isso, era a primeira a me oferecer para participar das brincadeiras e também para dançar no palco com a atração principal, como vocês podem ver nesse vídeo. Para quem não conseguir me reconhecer, sou a baixinha de blusa jeans, pompom vermelho e arco branco na cabeça, ao lado esquerdo da Xuxa e do Fagner. Reparem em como eu fico olhando para a câmera e exagero nas caras e bocas, a menina que estava dançando comigo estava praticamente sendo puxada! Risos!

No mesmo dia do vídeo, aproveitei o intervalo para correr até a Xuxa e pedir uma marquinha – a apresentadora chamava alguém no final do programa para dar um beijo na bochecha –, ela disse: “no último bloco, me lembra de novo que eu te chamo para a marquinha”. Uhuuuuuuuuuuuuuu!!! Comemorei. Como eu era uma criança ansiosa, já no intervalo seguinte, voltei a pedir. “Você já me pediu, era pra você me lembrar apenas no último”. Hum… Primeira bronca da rainha. Impaciente, torci para que chegasse logo o último intervalo. Não cabia em mim a emoção de saber que todos os meus amigos da escola iriam me ver na televisão. Estava convencida, imaginando que chegaria distribuindo autógrafos no dia seguinte. Quando finalmente o último bloco chegou, avisei para a Xuxa “ei, já estou aqui na frente, tá? Não esquece de me chamar para a marquinha”. Não sei se foi uma lembrança que eu criei ou se realmente a Xuxa me deu uma leve fuzilada com o olhar. Não era para menos, já que eu fui uma verdadeira pentelha.

E o que aconteceu? O último bloco chegou e eu só pensava que ficaria famosa. Estava praticamente anestesiada, sem conseguir prestar atenção em mais nada, torcendo para que o programa chegasse logo ao fim e eu fosse chamada ao palco. Já fantasiava até que a Xuxa me acharia tão legal, que também iria me escolher para subir na nave com ela e que daquele momento em diante, a minha vida de global estaria garantida, pois os produtores achariam que eu seria perfeita para uma novela ou até mesmo para ter o meu próprio programa.

“Agora o programa está terminando” – disse a Xuxa.

“Ahhhhhhhhhhhhhh” – respondeu a platéia, enquanto eu escancarava um sorriso.

Naquele mesmo instante a Xuxa me olhou, sorri para ela, já quase caminhando até o palco antes mesmo de ser chamada.

“Hoje não vai ter marquinha, pessoal! – deu mais uma olhadinha para mim. – Beijosssssss”

Meu mundo caiu. Todo mundo corria na direção da nave enquanto a Xuxa ia passando e eu não conseguia sair daquela posição na lateral do palco. Fiquei ali sozinha, com todos os meus planos de ser famosa indo por terra. Não chegaria na escola distribuindo autógrafos e nenhum produtor me descobriria.

Prometique nunca mais voltaria ao “Xou da Xuxa”, que não assistiria mais a rainha dos baixinhos. Trauma de criança que durou apenas um dia e é claro que não cumpri a promessa.

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