04 de Maio de 2017

Prova isso, filho – A experiência de provar novos sabores

Enquanto fazia esteira hoje de manhã, vi na Fátima Bernardes os responsáveis pelo canal no Youtube – Prova Isso, filho – e fiquei apaixonada. Primeiro porque o Gabriel é lindo, descolado e todo seguro de si!! O segundo motivo que me deixou encantada foi a ideia do canal: Pai e filho se desafiam semanalmente a experimentarem novos sabores gastronômicos. Não é demais?

Recentemente estava conversando com uma amiga justamente sobre isso.  Comentei com ela que uma das coisas que eu mais estava amando fazer era justamente essa: experimentar novos sabores. Ela disse que não curte muito isso e prefere não arriscar. Já diz logo que não gosta disso e daquilo, sem nem mesmo ter colocado um pedaço na boca.

Eu era exatamente igual, tanto que já falei aqui que até os 16 anos nem mesmo pão eu tinha provado. É claro que para criança – e para adultos também – , alguns alimentos podem mesmo ser evitados por algum tempo – principalmente aqueles que levam corantes, açúcar e por aí vai. Mas a ideia de experimentar pode ser usada em muitas outras coisas saborosas e saudáveis.

Eu tenho me surpreendido muito ao deixar o preconceito de lado por determinados alimentos. Tenho visto a gastronomia como uma viagem cultural, algo que ainda tenho muito a explorar. Foi assim, deixando o nojo de lado que nos últimos cinco anos provei: intestino de boi (chinchulines – servido nos churrascos argentinos)  e morcilla, escargot – todos esses eu pedi que não me contassem exatamente o que era até que eu tivesse comido. Dos mais normais, mas que eu não ousava experimentar: perdiz, cordeiro, todos os tipos de cogumelos, polvo… De todas as minhas restrições, as únicas coisas que eu continuo com problema são: palmito, azeitona e inhame.

Tirando os três ingredientes, tudo o que eu enchia a boca para dizer que era horrível, agora eu pelo menos experimento. Até o inhame – que por algum motivo me dá ânsia de vômito -, eu achei gostoso o jeito que o chef Rafa Costa e Silva preparou no Lasai. Então, até mesmo o que eu já comi e não gostei, volto a experimentar se tiver sido feito de outro jeito. E amo, amo, amo me surpreender com os novos sabores.

Então, se você é fresco igual a como eu já fui um dia, aprenda com o Gabriel e pelo menos experimente antes de dizer que não gosta. Acho que o amor pela gastronomia nasce daí. Achei muito legal no vídeo ver a relação do Gabriel com os alimentos. Ele cheira, observa os detalhes, faz comentários e degusta. Tenho certeza que esse será um apaixonado pela boa gastronomia. Inspiradora a ideia desse pai. Que mais e mais pessoas crianças e adultas tenham a coragem do Gabriel.

Prova isso, filho!

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30 de Novembro de 2016

Ela sonha, ela faz – Entrevista com Patrícia Brazil

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Linda, gente boa, determinada e inspiradora. Essas são apenas algumas das muitas qualidades da Patrícia Brazil. Conheci a Pati há quase dez anos, estudamos italiano juntas e já naquela época os olhinhos dela brilhavam ao falar sobre seus sonhos. Com menos de vinte anos, ela estava com um projeto de abrir uma empresa de bolsas e acessórios e não demorou muito para virar realidade. É claro que eu garanti a minha na primeira coleção da Pati – e além de ter até hoje, ela continua sendo a minha queridinha.

De lá para cá a Patrícia Brazil já fez muito, muito mais. Depois de ficar alguns anos com a marca de bolsas e acessórios, a Holic, ela percebeu uma oportunidade de mercado que daria ainda mais gás e motivação para ela e foi em frente, buscando mais uma vez novos sonhos e novas realizações criando o Grupo It Brazil. Ainda nem mesmo completou 30 anos e já fez muita coisa acontecer. Ela é uma daquelas pessoas que a gente sente vontade de ficar ouvindo falar durante um dia inteiro. Positiva, alto astral, motivadora e cheia de elogios e coragem para distribuir. Ela compartilha conhecimento e incentivos. Ela sonha, ela faz. Espero que vocês adorem tanto quanto eu o nosso bate papo e que se inspirem com a Patrícia Brazil.

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Como surgiu a inspiração para criar o Grupo It Brazil?

Comecei a trabalhar com influenciadores digitais em 2013, quando era responsável pelo marketing do Grupo Agilità. Trabalhava com o filho de uma das donas cuidando de tudo para que as três marcas do Grupo continuassem fluindo e crescendo. Ali tive a oportunidade de criar o primeiro projeto digital da marca e aquilo foi muito importante, pois naquele momento tive o primeiro contato profissional com as influenciadoras digitais, que na época eram chamadas de blogueiras de moda e pude perceber que aquele mercado era muito aquecido. Fiquei com a anteninha ligada e percebi que existia mais mercado.

Comecei a analisar um pouco mais e vi que de fato as marcas, além de não saberem muito sobre como contratar essas influenciadoras, também não sabiam o que fazer com elas. Foi a partir daí que eu tive a ideia de empreender e abrir uma nova empresa. Naquela época, eu tinha a minha primeira empresa – de bolsas e assessórios, a Holic, que vendi no início de 2015 – e criei o Grupo It Brazil em paralelo.

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Hoje, o nosso maior negócio dentro do Grupo It Brazil é conectar marcas com influenciadores digitais. Chamamos de Grupo porque são algumas empresas dentro da It Brazil. Temos a agência, que cria e desenvolve os projetos para conectar as marcas com as influenciadoras. Nessa área, as marcas nos procuram para criar do zero um projetos para elas. Foi assim com a Limppano, Samsung, Garnier, Niely, Monte Carlo e por aí vai.

Na parte do conteúdo digital próprio, que é uma outra empresa dentro do Grupo It Brazil, é o lugar que acontecem as webséries internacionais. Ali temos o YOLO, o Real e os lançamentos dos próximos anos.

 

Além disso, estamos inaugurando agora uma área de agenciamento e licenciamento. Vamos ter o nosso próprio time de influenciadores digitais. Também temos uma empresa de aplicativo dentro do Grupo. Hoje, esses são os nossos negócios.

Você é uma menina super novinha (27 anos) e empreende desde mais nova ainda. O que você acha que uma pessoa precisa fazer para ter essa garra empreendedora? 

Acho que você nasce assim. O meu maior exemplo é em casa. Tenho duas irmãs que tiveram a mesma criação que eu e elas não são empreendedoras. Cada uma tem sucesso profissional em sua própria área. Acredito que o empreendedorismo nasce com você. Você pode treinar, aperfeiçoar, aprender, mas é uma característica sua, que é a de visualizar negócios em diversas ocasiões do seu dia e saber diferenciar se aquilo é apenas uma ideia boa ou se é de fato uma oportunidade de negócio. Acho que tudo isso veio comigo desde pequena.

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Atualmente o país está vivendo uma crise. A maior parte das pessoas que trabalha com carteira assinada e que sempre acreditou que esse era o melhor caminho para uma vida “segura”, está sofrendo com a crise. Você acredita que a mentalidade brasileira pode mudar com esse cenário e as pessoas podem passar a olhar o lado empreendedor com menos medo e com mais vontade de arriscar?

Sem dúvida. Eu acredito muito nessa parte do empreender, de você começar um negócio pequeno, do zero e ir aperfeiçoando, estudando, procurando recurso, ajuda, informação, para que possa ir crescendo. Acho que esse momento do Brasil é especificamente importante para esse lado do empreendedorismo. As pessoas que perderam seus empregos fixos estão tendo que se virar. Imagino que a quantidade de MEI – micro empreendedor individual – que foi aberto esse ano deve ter sido muito grande. Afinal, com o MEI você pode emitir nota fiscal na hora de realizar algum serviço. Acredito que essa época do Brasil na crise, pode ajudar esse lado empreendedor das pessoas. Até porque o brasileiro sempre dá um jeitinho para tudo.  A pessoa precisa pagar as contas no final do mês, a escola para o filho e por isso precisa fazer do limão uma limonada. Quem sabe esse não seja o motivo para começar a empreender, mesmo que seja um negócio pequeno?

Desde o início você teve apoio da família e de amigos? Ou você também ouviu aquelas frases que muitos empreendedores dizem ter ouvido quando contaram para alguém sobre seus sonhos “isso nunca vai dar certo”, “quem consegue é porque teve muita sorte”?

Muitos dos meus amigos até hoje não sabem qual é o meu negócio. Quando eu era mais nova e comecei a empreender, minhas amigas achavam que era loucura. Naquela época não se falava muito em empreendedorismo, em fazer uma carreira solo, criar uma empresa do zero e correr atrás. Mas na minha família, a minha mãe sempre me apoiou, apesar de não entender muito sobre como é abrir um negócio e literalmente não ter carteira assinada. Minha mãe se aposentou recentemente, depois de trabalhar mais de 35 anos na mesma empresa. Então, era muito diferente para ela o que eu queria fazer, mas ela sempre respeitou.

Já ouvi e ouço até hoje essas frases. As pessoas acham que o que eu alcancei até hoje já é o sucesso para mim e não é. Acho que já acertamos nos projetos, a It Brazil tem crescido bastante, mas ainda não cheguei nem na metade do caminho. Temos muito o que crescer ainda. Mas no início ouvi muitas pessoas dizendo “Você está fazendo tudo isso porque não quer um trabalho sério”,  “Está querendo fazer isso porque é o caminho mais fácil”, sendo que as pessoas nunca sabem que desde os meus 19 anos eu trabalho mais de dez horas por dia. Feriado é uma coisa que não existe para mim e final de semana, nem sempre. Empreendedor trabalha muito mais do que carteira assinada.

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Qual é a melhor e a pior coisa de ser empreendedora? 

A melhor é você poder ter a liberdade de criar algo que você acredita piamente e ir até o final com isso. E a pior coisa? É difícil dizer, pois eu sempre olho o lado cheio do copo. Mas acho que a pior coisa é aprender a crescer. Tenho essa dificuldade, de delegar funções na hora de contratar alguém. Um negócio que antes você fazia tudo, para que ele continue crescendo, você precisa delegar, dividir funções e para mim, isso é o mais difícil.

Você criou um movimento muito bacana na internet, o #elasonhaelafaz. Além do seu canal “Patrícia Brazil” – que é imperdível – poderia indicar três canais no Youtube, três livros, três pessoas e três filmes ou documentários que todos que querem empreender precisam conhecer?

Primeiro eu gostaria de dizer que fico muito feliz de ver as pessoas compartilhando o #Elasonhaelafaz quando falam sobre seus trabalhos ou quando resolvem tirar seus sonhos da gaveta. O meu canal no Youtube foi uma surpresa, pois eu nunca pensei em ficar na frente da câmera, sempre trabalhei atrás dela. Mas eu gostei muito de gravar e compartilhar, ter interação com o público, dividir conhecimento e aprender coisa nova.

Vamos lá!

Três canais do Youtube:

Gosto muito do Me Poupe, que fala sobre gestão financeira.

Outro canal que eu adoro compartilhar é o Casey Neistat, que é um Youtuber norte-americano que tem uma visão muito incrível. Ele faz uns vlogs legais, tem perspectiva de fotografia muito boa. Imagem e edição muito bons também. Gosto muito de assistir esse canal.

E o terceiro canal seria o do grupo It Brazil, para assistir as nossas Webséries.

Três pessoas que me inspiram muito e que eu já até falei em um vídeo no meu canal:

Flávio Augusto fundador da Wise Up. Sou apaixonada pela história de vida dele, ele me inspira muito há muitos anos.

A Sophia Amoruso, fundadora da Nasty Gal, que começou do zero e transformou uma empresa que começou no eBay em um império.

Gosto muito da Ivanka Trump, filha do Donald Trump. Apesar de não compartilhar a mesma afinidade com o pai, sou muito fã dela como business woman, como ela trabalha na imagem dela e de todas as marcas e produtos que giram em torno dela.

Não assisto muitos filmes, mas documentários eu acho que todo mundo deveria assistir o TED. Era uma conferência que existia anualmente na Califórnia e que depois passou a ser uma conferência em que em até 18 minutos as pessoas mais relevantes de algumas áreas compartilham o conhecimento delas e hoje já acontece em diversos países. Tive a oportunidade de ir em alguns do Brasil, amei e sempre assisto vários. É uma ótima dica se perder no site deles.

Qual foi a experiência mais legal que o seu trabalho te proporcionou até hoje?

Por incrível que pareça foi um convite que recebi para dar uma palestra em maio de 2016, em Fort Lauderdale, na Flórida. Tive o privilégio de palestrar para mais de cem pessoas nesse evento e contar um pouco sobre o trabalho do Grupo It Brazil e como a gente faz a diferença no mercado brasileiro. Foi o que mais me marcou nesse ano.

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Que conselho você dá para todas as pessoas que possuem um sonho, mas que ainda não tiveram coragem de tirar esse sonho da gaveta?

Acho que as pessoas precisam parar de buscar o momento certo para lançar um produto ou serviço. Elas devem lançar e ir aperfeiçoando aos poucos. Não percam tempo esperando um momento ideal, façam agora. Vá arrumando a casa no passar dos dias. Se você já tem um plano de negócios feito, pesquisas de mercado, tira o sonho do papel e vê no que dá. O máximo que você vai ter é um não e isso você já tem.

 Como você cria a sua coragem  para sonhar e fazer?

Acho que sou assim desde criança. O não é uma palavrinha muito pequena para ter medo dele. Eu sempre corro atrás do sim. Foi assim que consegui conquistar tudo que eu sou e tenho hoje. Ser positiva, pensar positivo, se rodear de pessoas que te inspiram e buscar sempre fazer mais coisas que te deixam para cima do que para baixo.

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Em algum momento você pensou que alguma coisa não daria certo ou você mira na lua e faz de tudo para alcançar o que quer?

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Já existiram momentos, sim, que achei que as coisas não dariam certo. E também existem aqueles momentos que eu miro na lua e vou com tudo. Todo dia é assim. Você fica com medo de alguma coisa, tem receios, mas o que eu acho que vale é não deixar a peteca cair. O melhor exemplo que posso dar para essa pergunta é que durante quatro meses eu e a minha equipe entramos em contato com o escritório que cuida da carreira do Neymar no Brasil, para ver se ele poderia participar da nossa websérie #YoloBarcelona. Não tivemos resposta, o feedback era sempre negativo, mas continuamos insistindo até que no final das contas o Neymar apareceu na mansão do #YoloBarcelona. Ele quis ir até lá conhecer toda a nossa equipe, saber mais sobre o mundo do Youtube e foi um dia muito especial. Quando ele entrou na casa, passou um filme na minha cabeça daqueles quatro meses no escritório, ligando quase todos os dias para o escritório dele, pedindo um minutinho de atenção e no final ele estava lá porque ele queria.  

Acho que isso tem muito a ver com a essência que eu tento passar todos os dias no Grupo It Brazil, que o o não a gente já tem e que sempre precisamos correr atrás do sim. Nesse momento, quando a gente recebeu o não, eu pensei – “então, não vai dar certo” -, mas no fundo eu sempre mantive a esperança de conseguir. Eu sabia que ele estava em Barcelona e eu queria muito que ele participasse. Então, mirei na lua e fui mesmo. Tudo deu certo no final.

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Gostou da entrevista e quer conhecer mais ainda sobre a Patrícia Brazil? Não deixe de assinar o canal dela no Youtube. Sempre com ótimas entrevistas e muita troca de conhecimento.

Adoro ouvir histórias de pessoas que tiveram a coragem de transformar um sonho em negócio. Não deixe de ler as outras entrevistas que já rolaram por aqui e não se esqueça que toda quarta tem mais um convidado.

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