14 de Outubro de 2015

Ter ou não ter um cachorro? A saga do nosso casamento

Esse é um assunto muito delicado lá em casa. Eu e Vinicius quase não discordamos de nada, mas quando começo com o papo de cachorrinho, ele já me olha daquele jeito! Essa é uma vontade que eu tenho desde quando ainda morava com meus pais. Quem não sonha em ter um filho de quatro patas? Acho que a maioria das pessoas têm essa vontade, mas nem todas conseguem realizar esse desejo. No nosso caso, o problema não é nem o Vi não gostar, pois ele também ama cachorros. Na verdade, por gostar tanto ele fica com pena de ter um e “abandonar o bichinho” sozinho o dia inteiro. Afinal, trabalhamos no Rio e moramos em Niterói. Mas o que fazer? Ter ou não um cachorro?

Recentemente fiz até uma campanha no meu Facebook: Deixa, Vi! Tudo aconteceu quando estava indo almoçar com minha mãe, passei na frente de um Petshop perto da minha casa e vi umas orelhinhas para cima.

– Mãe! Vamos ali ver o cachorrinho.

– Que cachorro?

cachorro

Nem respondi. Abri a porta da loja e vi de quem eram aquelas orelhinhas pontudas. Um buldogue francês todo lindo, com aquela carinha apaixonante que a gente sente vontade de levar para casa sem nem pensar duas vezes – ah, como eu queria ser mais inconsequente!!!! -. Na mesma hora pedi para que as vendedoras deixassem eu segurar e eu morri de amores. Foi paixão à primeira vista. Peguei todas as informações, tirei todas as dúvidas e descobri que o Petshop, além de veterinária, tem até creche para os bichinhos ficarem nos horários de trabalho dos donos. E não é nada de “gaiola” não. É um espaço grande, com outros cachorrinhos que eles treinam socialização, dão brinquedos e tudo mais. Adorei o espaço e o amor deles pelos “clientes”.

Saí de lá com o coração apertado. Queria muito não ter pensado duas vezes e já ter carregado o buldogue comigo para ser uma “surpresa” para o Vi. Mas não acho justo, sabe? Essa é uma decisão muito importante que precisa ser dos dois. Afinal, o apartamento é nosso, é a vida que compartilhamos e as decisões também devem ser do casal e não apenas de um dos dois.

– Vi, precisamos conversar! – disparei assim que ele atendeu o celular. – Achei meu cachorrinho! Acabei de mandar a foto para o seu whatsapp. Posso levar para casa? Por favor!?

Antes de ver a foto ele já disse que não. Deu as mesmas razões que já tinha dado um milhão de outras vezes. “Ficamos muito tempo fora de casa”, “Vamos pensar nisso quando eu engravidar”, “O cachorrinho vai ficar triste com a nossa ausência”, “Não vamos mais poder viajar”, e por aí vai… Tentei argumentar que só fico fora de casa três vezes na semana, que temos a Magaly que fica na nossa casa dois dias, e que também tem a creche. Nada. Não convenci. E naquele dia eu chorei.

Fiquei arrasada olhando as fotos do cachorrinho que eu já tinha até mesmo dado nome. Sei de todo o trabalho que um cachorro dá, mas ainda assim, o amor que eles dão de volta, a fidelidade e o carinho que eles têm pelos donos, valem todo o esforço. Quem tem cachorrinho diz aí se essa não é uma verdade.

Bom, espero que aquela bolinha linda tenha encontrado uma casa que o ame tanto quanto eu faria se ele tivesse ido para mim. =( Mas casamento é assim. Acho que mais importante que as nossas vontades precisa ser o respeito. Mudar a rotina, criar novas responsabilidades, ter um novo morador na nossa casa, precisa ser uma escolha e não uma imposição. É o mesmo que acontece com a decisão de ter filhos, casar, morar juntos, etc… São compromissos assumidos para a vida inteira.

Mas eu sou brasileira… Não desisto NUNCA! Risos. A saga pelo cachorrinho vai continuar. =) Se você também está passando pelo mesmo “problema” com marido ou com seus pais, continue argumentando, mas não imponha isso nunca. Não vai ser bom nem para o relacionamento com o amor ou com a família, nem para o bichinho.

  • Gente, sei que o ideal é adotar e não comprar. Mas como nosso apartamento é pequeno, infelizmente não dá para pegar um cachorrinho que precise de muito espaço, que eu não saiba exatamente o tamanho que ele vai ficar e que também desconheça a personalidade. Seria maldade ter no nosso ap um cachorro que ame correr, que precisa gastar muita energia. Por esse motivo, sempre quis um buldogue. Já pesquisei muito e conversei com vários donos dessa raça e todo mundo diz que são companheiros perfeitos para apartamento, pois são mais preguiçosos, gostam de ficar no sofá com os donos, não precisam correr grandes distâncias.
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