26 de Outubro de 2015

Viajando e pensando em todas as pessoas que sou grata

No sábado fomos para a casa da minha sogra, em Rio das Ostras. Lá pelo meio do caminho, mais ou menos na altura de Búzios, Vinicius olhou para mim e perguntou no que estava pensando. Sem me dar conta, deixei o pensamento voar para bem, bem longe e estava calada durante um bom tempo – coisa que nunca acontece, já que falo pelos cotovelos, por isso ele estranhou. Contei que estava pensando em quantas pessoas cruzam nosso caminho durante toda a vida e como algumas passam sem deixar nada e como tantas outras deixam muito. Lembrei de algumas situações e comecei a me sentir cada vez mais grata.

Não são grandes gestos, mas lembrar de pequenas atitudes carinhosas ou cuidadosas encheram o meu coração de uma gratidão que é difícil até de explicar para vocês. Com a rotina cada vez mais corrida que vivemos, vamos deixando tudo passar e muitas vezes até lamentamos a nossa sorte – uma demissão, a falta de dinheiro para comprar alguma coisa que desejamos, o furo de um amigo, ou qualquer outra coisa do tipo -, achamos que é o fim do mundo e que somos verdadeiros azarões, que nunca recebemos nada de bom. Mas se a gente parar de verdade para pensar, vamos perceber quantas coisas boas recebemos a vida inteira e nunca nem agradecemos.

Isso sim deveria ser motivo de lamentação, pois quando a gente recebe algo que torna o nosso dia melhor, aquele momento – pelo menos para mim – se torna uma recordação que eu nunca mais vou esquecer. Isso já é motivo suficiente para que me sinta grata. Enquanto pensava na estrada, pequenos pedaços de todos os meus 32 anos me vinham ao pensamento. Tantas pessoas que demonstraram um carinho enorme por mim, alguns sem nem me conhecer. Nada pode ser mais importante que isso.

gentileza gera gentileza

Todo dia a gente recebe pequenos presentes da vida – alguém que nos ajuda a escolher o melhor morango no mercado, um caixa que mesmo com todos os problema abre um enorme sorriso e distribui simpatia na hora de passar nossas compras, um motorista de ônibus que nos recebe com um grande bom dia, um amigo que manda uma mensagem sem que a gente espere receber notícias dele – e eu fico pensando no que estou fazendo para também encher a vida de outras pessoas com a mesma alegria que sinto com o que recebo. Acho que aquela história de que gentileza gera gentileza é a mais pura verdade.

Por isso, vou voltar com um antigo hábito que acabei deixando de lado nesses últimos meses, mas que é bom e importante voltar a fazer – o caderninho da gratidão. A ideia é escrever todos os dias pelo menos cinco coisas que aconteceram e que me deixaram grata. Somente assim passamos a prestar atenção nos pequenos detalhes e deixamos de nos lamentar tanto. Acho que também é uma boa maneira de fazer com que a gente sinta necessidade de fazer o mesmo pelo outro. Tipo uma corrente do bem, sabe?

Enfim… É bom começar a segunda-feira ainda com essa sensação de gratidão. Esse texto é apenas uma pequena reflexão de tudo que passou pela minha cabeça na estrada e um lembrete para mim – e para quem quiser aproveitar e transformar seus dias em dias melhores e os dias dos outros também -, para que eu nunca esqueça do tanto que tenho que agradecer. Bom dia para todos vocês.

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